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Disputa entre tradição e modernidade sobre vitrais de Notre-Dame vai à Justiça

Disputa judicial envolve a substituição de vitrais em Notre-Dame, com recurso pendente e mobilização de entidades de proteção do patrimônio

Vitrais de Claire Tabouret em exposição, antes de serem instalados na Catedral de Notre Dame: controvérsia. (Foto: EFE/Nerea González)
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  • Autorização para remover e substituir vitrais da capela meridional da nave central de Notre-Dame foi afixada em 20 de abril, para obra de Claire Tabouret, gerando recurso de urgência do Sites et Monuments perante o Tribunal Administrativo de Paris.
  • A disputa envolve substituir vitrais oitocentistas de Eugène Viollet-le-Duc, que remontam ao restauro da catedral, por obras contemporâneas, defendidas por Emmanuel Macron e pelo arcebispo de Paris, Laurent Ulrich.
  • Críticas apontam que a mudança compromete o equilíbrio da nave, que os vitrais restaurados após o incêndio de 2019 estavam limpos e funcionais, e que o custo de cerca de 4 milhões de euros é considerado excessivo.
  • Desde 2024, a Comissão Nacional Francesa para o Patrimônio e a Arquitetura já havia emitido parecer negativo sobre a operação de modernização, somando-se aos protestos de especialistas, fiéis e católicos.
  • Além das ações judiciais, há forte oposição popular na França, com petição que reúne cerca de 350.000 signatários, enquanto o desfecho depende de decisão do Tribunal Administrativo em relação ao mérito da proposta.

A questão envolve a substituição de vitrais na catedral de Notre-Dame, em Paris, com propostas de obras contemporâneas de Claire Tabouret. Em 20 de abril, foi afixada a autorização para remover as janelas de uma capela meridional da nave central, obra de Eugène Viollet-le-Duc. Em 27 de abril, andaimes foram montados, gerando reação imediata.

A associação Sites et Monuments anunciou recurso de urgência ao Tribunal Administrativo de Paris contestando a autorização. A ação ocorre no contexto de debate sobre substituir vitrais oitocentistas preservados desde o restauro de Viollet-le-Duc por obras modernas. A controvérsia envolve a aprovação do governo e do arcebispo de Paris, Laurent Ulrich, bem como críticas de especialistas e fiéis.

Controvérsia jurídica e mobilização pública

O projeto visa obras contemporâneas apresentadas no Grand Palais em 2025 e recebeu fortes críticas por valor histórico, equilíbrio estético da nave e custo estimado de cerca de 4 milhões de euros. Em 2024, a Comissão Nacional Francesa para o Patrimônio e a Arquitetura expressou parecer negativo sobre a operação de “modernização”.

Julien Lacaze, presidente da Sites et Monuments, afirmou que o debate envolve a proteção do patrimônio e o valor artístico dos vitrais de Viollet-le-Duc. Além das ações judiciais, uma petição na França reuniu aproximadamente 350 mil signatários pela preservação dos vitrais oitocentistas. O padre Michel Viot também manifestou oposição pública, defendendo protesto pacífico próximo à Notre-Dame.

Até o momento, a decisão final ainda depende do andamento das ações no judiciário e dos pareceres das autoridades de patrimônio. O caso é acompanhado com atenção pela comunidade religiosa e pela sociedade civil, diante da importância simbólica de Notre-Dame na arquitetura e na fé nacional.

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