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Fachin defende afastar o Judiciário de cálculos políticos e ambição desmedida

Fachin defende que Judiciário se afaste de cálculos políticos e ambição desmedida, ressignificando seu papel e preservando a confiança institucional

Ministro Edson Fachin presidente sessão plenária do STF — Foto: Antonio Augusto/STF
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  • O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a magistratura precisa ressignificar seu papel para afastar-se de cálculos políticos e da ambição desmedida.
  • Segundo ele, o Judiciário só deve fazer cálculos no âmbito do Direito e da realização da Justiça, sob pena de não ser considerado magistrado.
  • A fala ocorre em meio a discussões sobre um código de conduta para ministros, em construção pela ministra Cármen Lúcia, com resistência de alguns magistrados.
  • Fachin disse que a mudança é necessária diante de uma formação conflitiva contemporânea, marcada por tensão, crises e sensação de esgotamento histórico.
  • Entre os desafios, destacou a necessidade de manter a confiança nas instituições mesmo diante críticas, ataques e incompreensões, mantendo o Judiciário resiliente.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a magistratura precisa ressignificar seu papel, afastando-se de cálculos políticos e da ambição desmedida. O pronunciamento ocorreu durante a primeira reunião preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário.

Fachin destacou que o Judiciário deve atuar com base no Direito e na realização da Justiça, distinguindo-se de abordagens que não sejam estritamente jurídicas. A declaração reforça o foco de sua gestão no STF e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a criação de um código de conduta para ministros, ainda em desenvolvimento pela ministra Cármen Lúcia.

O ministro justificou a necessidade de mudança no papel das instituições diante de um contexto de formação conflitiva contemporânea, marcado por crises e tensões. Em tempos de crise, segundo ele, é possível criticar as instituições para aperfeiçoá-las, sem idolatria, buscando manter a confiança pública.

Código de conduta em debate

A proposta de um código de conduta enfrenta resistência de alguns magistrados, segundo Fachin. O chefe do STF ressaltou que o objetivo é endurecer padrões para preservar a integridade institucional. Ele alertou para riscos de morosidade, desigualdade e descrença que possam fragilizar a confiança na Justiça.

Fachin afirmou que gestores do Judiciário são “empreendedores de confiança” e precisam agir contra ataques, internos ou externos, que minem a prerrogativa da magistratura. O ministro defendeu resiliência diante de incompreensões e ataques ocasionais, mantendo o funcionamento institucional de forma estável.

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