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Gabinete dividido, enquanto Mahmood cobra cronograma para deixar o cargo

Divisão no governo cresce à medida que Mahmood pressiona por cronograma de saída de Starmer; 72 deputados já pedem renúncia ou calendário

PA Media Sir Keir Starmer
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  • A secretária de Interior Shabana Mahmood está entre ministros que pedem que Sir Keir Starmer apresente um cronograma para sua renúncia, provocando fissuras no governo.
  • Mahmood está em minoria no gabinete quanto a definir um prazo para deixar o cargo.
  • Seis assessores ministeriais foram substituídos pelo No 10 após terem pedido ou terem deixado o cargo para exigir o cronograma.
  • O total de MPs (membros do Parlamento) que pedem a saída ou um cronograma já chega a 72.
  • O gabinete deve se reunir pela primeira vez na terça-feira pela manhã; Starmer tem feito declarações de resistência às pressões.

O gabinete está dividido após Shabana Mahmood, secretária de Interior, fazer parte de um grupo de ministros que solicitam que Sir Keir Starmer apresente um cronograma para sua renúncia. A posição de Mahmood aparece em minoria no governo.

Ao todo, seis assessores ministeriais foram substituídos pelo governo, após pedirem ou aceitarem deixar seus cargos, enquanto o recado para Starmer ganha força entre os deputados do Partido Trabalhista.

Até a meia-noite de segunda-feira, 72 deputados trabalhistas já pediam publicamente que o premier deixe o cargo ou estabeleça um cronograma para a sua substituição.

O gabinete deve se reunir na primeira sessão da manhã de terça-feira para discutir o tema. Entre os assessores que deixaram seus cargos na segunda, está Joe Morris, PPS do ministro da Saúde Wes Streeting, possível candidato à liderança.

Morris afirmou que o primeiro-ministro não possui mais a confiança do público. Outros que renunciaram foram Melanie Ward, PPS do vice-primeiro-ministro David Lammy, Naushabah Khan, PPS do ministro do Cabinet Office Darren Jones, e Tom Rutland, PPS da secretária de Meio Ambiente Emma Reynolds.

Mudança de tema: pressão interna e cenários de liderança

Mais dois PPS juntaram-se à pressão por um cronograma de saída: Gordon McKee, PPS do secretário de Pensões Pat McFadden, e Sally Jameson, PPS da secretária Shabana Mahmood. No total, 72 MPs já pedem apenas deixar o cargo ou anunciar um cronograma.

Em discurso anterior, o primeiro-ministro afirmou que provaria aos céticos que não pretende renunciar, reconhecendo erros, mas defendendo que as grandes escolhas políticas foram feitas corretamente.

A pressão acelerou após as eleições locais, que resultaram na perda de cerca de 1.5 mil vagas de vereadores, com avanço de Reform UK e Green Party em Londres e outras cidades. O Labour também perdeu o poder no País de Gales e apresentou desempenho fraco no Holyrood, na Escócia.

Na esteira das críticas, a imprensa informou que aliados de Streeting defendem uma saída mais rápida, o que reduziria a chance de Andy Burnham concorrer à liderança.

Desdobramentos e declarações de apoio

Morris argumentou que os membros do Labour enfrentaram culpa por decisões que não eram deles e pediu um cronograma rápido para um novo líder recuperar a confiança pública. Rutland afirmou que o premiê perdeu autoridade não apenas entre a bancada, mas no país.

Khan reiterou que o PM perdeu a confiança do público e pediu mudança de direção. Jameson, PPS de Mahmood, sugeriu um cronograma claro para a saída em setembro ou logo depois, e defendeu que o NEC permita que potenciais candidatos disputem.

A composição do NEC e restrições legais para Burnham concorrer continuam em pauta, já que o ex-vice de hoje precisa de um desencadeador de parlamentar para uma nova eleição, caso deseje retornar ao Parlamento.

Contexto recente do governo

Em tom de tentativa de recomposição, Starmer prometeu reformulação após os resultados das eleições, destacando a busca por relações mais próximas com o bloco europeu e anunciando a nacionalização da siderurgia britânica, com projetos legislativos a serem apresentados nesta semana.

Entre os desfechos recentes, Catherine West recuou de lançar candidatura, após ouvir o discurso do PM, mas manteve o desejo de uma saída programada até setembro. Angela Rayner pediu mais qualidade na atuação do partido e apoio a Burnham para retorno ao Parlamento.

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