- Governo lança o plano Brasil Contra o Crime Organizado, apresentado no Palácio do Planalto para combater facções, milícias e tráfico de armas e drogas.
- O programa tem quatro eixos: asfixia financeira, maior segurança no sistema prisional, qualificação da investigação e combate ao tráfico de armas.
- Medidas incluem fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, criação de uma FICCO Nacional e rastreamento de ativos, além de leilões de bens apreendidos e monitoramento de movimentações financeiras.
- No sistema prisional, haverá planos de segurança padronizados, uso de bloqueadores de celular, raio-X e ações para retirar armas, drogas e celulares.
- Em parceria com os EUA, há acordo de troca de dados em tempo real e monitoramento de cargas, além da criação de uma base integrada em Manaus para enfrentar o crime na região amazônica. Lula afirmou que não houve discussão sobre classificar organizações como terroristas.
O governo lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, apresentado nesta terça-feira no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. A iniciativa busca enfrentar facções criminosas, milícias e o tráfico de armas e drogas.
O plano foi elaborado com a participação de estados, especialistas e forças de segurança. O objetivo é desarticular as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas no país, com foco em inteligência, órgãos de fiscalização e cooperação entre esferas.
O anúncio ocorreu em Brasília, dias após a reunião entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que tratou do tema do combate ao crime organizado. A imprensa foi informada pela pasta da Justiça sobre a cooperação entre União, estados e municípios.
Eixos do plano
O programa é estruturado em quatro pilares: asfixia financeira das organizações, fortalecimento da segurança no sistema prisional, qualificação das investigações e combate ao tráfico de armas. Medidas incluem ações para rastrear ativos e ampliar a cooperação internacional.
Entre as medidas, há o reforço das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, a criação de uma FICCO Nacional para operações interestaduais e a intensificação do monitoramento de fluxos financeiros suspeitos. Também haverá leilões de bens apreendidos.
No sistema prisional, serão adotados padrões de segurança inspirados em unidades federais, com bloqueadores de celular, raio-X e ações integradas para retirada de armas, drogas e celulares das prisões. A meta é reduzir a movimentação de ilícitos dentro dos estabelecimentos.
Cooperação e ações complementares
Na área de investigação, o governo quer ampliar polícias científicas, bancos de perfis genéticos e a integração do Sistema Nacional de Análise Balística. No enfrentamento ao tráfico de armas, será criada a RENARME e fortalecido o SINARM, com operações em fronteiras para rastrear armamentos.
Segundo a pasta, o plano respeita as competências de cada ente federativo e visa ampliar a cooperação entre União, estados e municípios. Ainda há a criação de uma base integrada em Manaus para atuar na região amazônica e nas fronteiras com representantes de outras polícias sul-americanas.
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