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Lindbergh reage à decisão da oposição sobre PEC da Anistia

Lindbergh Farias reage à PEC de anistia a condenados de 8 de janeiro, dizendo ser inconstitucional e imoral e advertindo sobre risco à democracia

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  • Deputado Lindbergh Farias (PT–RJ) criticou a PEC que prevê anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e chamou a ideia de inconstitucional e imoral, em publicação no X.
  • O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), iniciou a coleta de assinaturas para protocolar a Proposta de Emenda à Constituição.
  • A decisão ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, que pode reduzir penas em casos específicos até análise da norma pelo STF.
  • A PEC pretende anistiar todos os envolvidos, direta ou indiretamente, nos atos e condenados por crimes como dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada, tentativa ou abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
  • Opositores afirmam que incluir a anistia na Constituição pode restringir o espaço para questionamentos do Judiciário; a proposta também poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou uma proposta de emenda à Constituição que pretende anistiar condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A ideia partiu do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que iniciou a coleta de assinaturas para protocolar a PEC. A reação ocorreu após Moraes, do STF, suspender a aplicação da chamada Lei da Dosimetria, responsável por reduzir penas em casos específicos.

Lindbergh afirmou em redes sociais que a iniciativa é inconstitucional e imoral. Segundo o parlamentar, a oposição tem apresentado diversas propostas de anistia nos últimos anos, e associou a manobra a uma tentativa de contornar decisões monocráticas para beneficiar condenados pelo 8 de janeiro. O posicionamento do deputado reforça o tom de cobrança sobre a legalidade dessas medidas.

Contexto e desdobramentos

Sóstenes Cavalcante informou a intenção de alterar a Constituição para conceder anistia a todos os envolvidos, direta ou indiretamente, nos crimes relacionados aos eventos daquele dia. Entre os crimes citados pela proposta estão dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada, tentativa ou abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Parlamentares da oposição argumentam que a inclusão da anistia no texto constitucional pode limitar a atuação do Judiciário frente a decisões do Congresso. A proposta também é vista como benefício potencial a figuras públicas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem condenações pendentes de abordagem judicial. As próximas etapas devem definir se a PEC avança ao histórico de votação.

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