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Medo de agressões por posição política atinge 60% dos brasileiros

Pesquisa Datafolha aponta que 59,6% temem agressão física por posição política; índice é maior entre mulheres, refletem ambiente eleitoral tenso para 2026

O medo de sofrer violência em razão do posicionamento político seguiu alto mesmo passado o pleito 'altamente polarizado' de 2022
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  • 59,6% dos brasileiros temem agressão física por motivo político; o índice é 65% entre mulheres e 53% entre homens.
  • 2,2% dos entrevistados afirmaram ter sofrido violência política nos últimos 12 meses, o que corresponde a cerca de 3,6 milhões de pessoas.
  • O levantamento foi realizado pela Datafolha para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública com 2.004 pessoas, em 137 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
  • Entre residentes de bairros com presença de facções ligadas ao crime, 59,5% dizem evitar falar de política por medo de represálias.
  • Os maiores temores entre os itens pesquisados são golpes pela internet ou celular (83,2%), seguido de roubos e agressões em via pública (acima de 78%).

O Datafolha, em pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que 59,6% dos brasileiros temem agressão física por motivações políticas. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira, 11, em meio ao clima de eleições de 2026.

O estudo indica que 2,2% dos entrevistados relatam violência política nos últimos 12 meses, o que corresponde a cerca de 3,6 milhões de pessoas. Entre mulheres, o medo atinge 65%, enquanto entre homens fica em 53%.

A pesquisa reforça que o atual ambiente de tensão é lembrado como semelhante ao da disputa presidencial de 2022, marcada por episódios de violência e polarização. O relatório destaca que a segurança pública é o principal fator ligado ao receio.

Perfil do medo e fatores associados

Entre as classes D e E, o medo atinge 64,2%, acima das classes A/B (54,9%) e C (58,9%). Aproximadamente 41% dos entrevistados vivem em bairros com atuação de facções ou milícias, e 59,5% evitam falar de política por medo de represálias.

O estudo aponta que o receio está fortemente relacionado à criminalidade. O item com maior porcentual é o golpe digital, citado por 83,2% dos entrevistados temerosos de perder dinheiro online.

A amostra contou com 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 137 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com confiabilidade de 95%.

Implicações para o debate público

Os dados sugerem que reduzir a violência letal, o crime organizado e os crimes contra o patrimônio deve ganhar espaço nas pautas da segurança pública durante a campanha de 2026. O estudo aponta ainda que o medo pode influenciar escolhas eleitorais, independentemente de dados racionais.

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