- Kassio Nunes Marques assume a presidência do TSE nesta terça, às 19h, substituindo Cármen Lúcia, em cerimônia no plenário.
- A prioridade é formar uma força-tarefa com os TREs para realizar um pente‑fino no parque tecnológico da Justiça Eleitoral, que envolve cerca de 500 mil urnas.
- Também haverá foco na regulação da inteligência artificial para monitorar uso e evitar desinformação; o TSE deve exigir detalhamento de impulsionamento de conteúdos com identificação de financiadores, valores e público atingido.
- Mendonça assume a vice‑presidência do TSE; ambos foram indicados pelo ex‑presidente Jair Bolsonaro; Nunes Marques presidirá por um ano devido ao rodízio do STF.
- O TSE é composto por três ministros do STF, dois do STJ e dois juristas, todos com mandatos biênios e possibilidade de uma recondução.
Kassio Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, em sessão no plenário às 19h. O magistrado sucede Cármen Lúcia e lançará uma força-tarefa com os TREs para auditar o parque tecnológico da Justiça Eleitoral, que possui cerca de 500 mil urnas eletrônicas.
A prioridade inicial envolve um pente-fino no funcionamento das urnas, abrangendo modelos novos e antigos. A auditoria visa assegurar a integridade dos equipamentos que apoiam o pleito presidencial de outubro.
Em paralelo, Nunes Marques planeja regular o uso de inteligência artificial, com monitoramento para evitar desinformação e manipulação de conteúdos. Será exigido detalhamento do impulsionamento de conteúdos pelas plataformas digitais, incluindo origem de financiamento, valores e público-alvo.
Plano de gestão
O objetivo é fortalecer a infraestrutura de dados, com validação da estabilidade e velocidade das redes que alimentam a totalização dos votos. Também haverá foco em cibersegurança, com convênios com universidades e instituições de segurança digital para camadas adicionais de proteção.
A gestão buscará integrar Brasília aos TREs, buscando maior simetria nas diretrizes e na logística de distribuição das urnas. O planejamento visa ampliar a transparência e a robustez do sistema eleitoral diante de ameaças digitais.
André Mendonça assume a vice-presidência do TSE, no mesmo dia, também indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Mendonça, que já atuava como ministro da Justiça e Segurança Pública, passa a integrar a linha de comando da Corte Eleitoral ao lado de Nunes Marques.
O TSE mantém uma composição híbrida, com três ministros do STF, dois do STJ e dois juristas, indicados pelo Presidente da República a partir de lista tríplice do STF. Cada membro cumpre biênio, com recondução permitida apenas uma vez.
Nunes Marques ficará à frente do TSE por um ano, em razão do rodízio entre ministros do STF que ocupam a presidência da Corte Eleitoral. Dias Toffoli permanece entre os integrantes da gestão do tribunal.
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