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Padilha acusa vídeos irresponsáveis de politizar suspensão em Ypê

Ministro Padilha afirma que vídeos sobre suspensão de lotes da Ypê são usados para disputa política, após avaliação de risco sanitário pela Anvisa

1 de 1 Alexandre-Padilha-Joao-Risi-MS - Foto: Divulgação/João Risi/MS
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  • A Anvisa suspendeu lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Química Amapo por falhas de qualidade e risco de contaminação microbiológica em produtos com a numeração final 1.
  • A medida foi tomada após avaliação de quatro dias pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e pela Vigilância Sanitária de Amparo.
  • Militantes de direita e apoiadores de Jair Bolsonaro lançaram vídeos nas redes ligando a suspensão a doações da empresa à campanha de Bolsonaro em 2022, o que o governo classifica como desinformação.
  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os vídeos tentam transformar uma questão técnica de saúde em disputa política.
  • A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro apoiou a mobilização, publicando imagem do detergente no Instagram com a legenda “Dia lindo”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), comentou nesta segunda-feira 11/5 a mobilização de apoiadores de Jair Bolsonaro e militantes de direita nas redes sociais sobre a suspensão de lotes de produtos da marca Ypê. A ação, iniciada pela Anvisa, é apresentada como medida de segurança sanitária e não relação com disputas políticas.

A Anvisa informou que a suspensão envolve detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos pela Química Amapo. Os lotes com o final 1 apresentaram falhas nos controles de qualidade e risco de contaminação microbiológica, segundo inspeções realizadas pelo órgão. A decisão foi tomada após avaliação de quatro dias, com participação de vigilâncias sanitárias estaduais.

A medida recebeu desdobramento político nas redes, com acusações de perseguição à empresa. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro apoiou publicamente a campanha de recolhimento, ao postar imagem do produto. O episódio é alvo de desmentidos dos órgãos de saúde, que destacam a importância de manter a segurança do consumidor.

Segundo Padilha, vídeos divulgados na internet tentam transformar uma ação técnica de saúde pública em disputa política. Ele ressaltou que a decisão ocorreu após avaliação de equipes técnicas do Ministério da Saúde, da Anvisa e de unidades estaduais, mantendo o foco na proteção à saúde.

A direção da Anvisa e os órgãos de vigilância sanitária destacaram que qualquer contaminação pode ocorrer em diferentes etapas da produção, justificando a cautela na suspensão. O secretário executivo do governo Bolsonaro, citado como exonerado, também foi apontado pela autoridade como responsável técnico no órgão durante o período citado.

O ministro reforçou que a comunicação pública deve ser cuidadosa para evitar desinformação que possa colocar a população em risco. Não houve confirmação de responsabilização política na decisão, que visa exclusivamente a segurança e a qualidade dos produtos comercializados.

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