- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chamou Flávio Bolsonaro de “Bolsonarinho” ao relacioná-lo à má gestão dos hospitais federais do Rio de Janeiro no governo anterior.
- Padilha afirmou que um hospital reestruturado no Rio tinha cobrança de pedágio para a milícia que gerenciava o estacionamento.
- A fala ocorreu durante conversa com jornalistas após a sanção de projeto que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
- O pré-candidato Flávio Bolsonaro aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pesquisas de intenção de voto.
- Na cerimônia de sanção, Lula criticou a gestão de Jair Bolsonaro durante a pandemia e disse que é preciso reconhecer quem foi responsável pelas mortes e quem orientou as decisões científicas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chamou Flávio Bolsonaro de “Bolsonarinho” ao atribuir ao senador ligações com má gestão dos hospitais federais do Rio de Janeiro no governo anterior. A afirmação ocorreu nesta segunda-feira, após entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto.
Padilha disse que, segundo ele, Flávio Bolsonaro esteve ligado à condução dos hospitais federais do Rio na gestão passada e criticou o modelo de gestão vigente. O ministro ainda mencionou relatos de cobrança de estacionamento por milícias ligadas à antiga administração hospitalar.
A fala de Padilha aconteceu no contexto da sanção de projeto que institui 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia ocorreu no planalto, logo após a aprovação do texto pelo Congresso.
Também nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a gestão da pandemia durante o governo anterior, citando que há necessidade de responsabilização pelas mortes checadas durante o período. Lula destacou a importância de ouvir cientistas na condução das políticas de saúde.
A sanção do projeto foi proposta pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, e recebeu apoio de diferentes alas da base aliada. O objetivo é manter viva a memória das vítimas da Covid-19 e avaliar as ações públicas tomadas durante a crise sanitária.
Na coletiva, Lula criticou a atuação de Bolsonaro durante a pandemia entre 2020 e 2022, quando o Brasil registrou altas mortes. O presidente reiterou a necessidade de identificar responsabilidades para que futuras políticas de saúde sejam embasadas pela ciência.
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