- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que será mais ousado para reverter a situação do Reino Unido e pediu apoio do Partido Trabalhista e dos eleitores, evitando uma nova disputa interna.
- Starmer reconheceu ter sido tímido diante dos problemas desde a vitória de 2024 e assumiu responsabilidade pela derrota nas eleições locais da semana passada.
- Em Londres, ele afirmou que enfrentará um cenário global perigoso e prometeu uma ruptura com decisões do passado para melhorar o padrão de vida e tornar o país mais forte e justo.
- O discurso ocorreu em meio a pressão de colegas que discutem a possibilidade de destituí-lo, com Catherine West sugerindo até um cronograma de renúncia para uma eleição interna em setembro.
- Starmer reafirmou não deixar o cargo e disse que precisa provar que seus críticos estão errados, citando a necessidade de evitar o caos político visto com mudanças de liderança anteriores.
Keir Starmer prometeu adotar uma postura mais ousada para manter o governo do Reino Unido, em um discurso nesta segunda-feira em Londres. O primeiro-ministro afirmou que seu histórico de liderança precisa mudar para evitar um cenário de instabilidade política.
Ele reconheceu ter sido conservador demais na gestão dos problemas nacionais desde a vitória em 2024, assumiu responsabilidade pela derrota em eleições locais recentes e disse que o país enfrenta riscos significativos no cenário internacional, especialmente na Ucrânia e no Irã.
Starmer prometeu governar com esperança e urgência, buscando tornar o Reino Unido mais forte e justo. A meta é enfrentar a força do Reform UK, à direita, e dos Verdes, à esquerda, antes das eleições nacionais marcadas para 2029.
Pressões internas e cenário político
O discurso ocorreu em meio a críticas de parlamentares trabalhistas que discutem a possibilidade de destituir o líder. A ex-ministra Catherine West sugeriu uma mudança de liderança caso não haja reformas, embora tenha recuado para defender um cronograma de renúncia em setembro.
Angela Rayner, ex-vice-primeira-ministra, questionou a atuação do governo em uma conferência sindical e afirmou que o governo será avaliado por ações, não apenas por palavras. A votação interna sobre o futuro de Starmer ainda não foi definida.
Starmer reafirmou que não pretende deixar o cargo voluntariamente e disse que precisa provar que seus críticos estão errados. O líder citou a instabilidade de governos anteriores, que tiveram várias mudanças de comando em pouco tempo.
Propostas e próximos passos
O chefe do governo destacou três pontos até agora: evitar o envolvimento do país em conflitos como o do Irã; avançar em serviços públicos de saúde; e aproximar o Reino Unido da Europa. Entre as propostas futuras, ele mencionou um programa de mobilidade juvenil com participação de estados-membros da UE.
Também mencionou a intenção de estatizar a British Steel e investir em educação técnica, com foco em aprendizagem e desenvolvimento de talentos. Um novo conjunto de propostas deve ser apresentado no discurso do rei na quarta-feira, para abrir a próxima sessão do parlamento.
Participantes do partido têm divergir sobre o ritmo e o conteúdo das mudanças. Fontes próximas ao Labour indicam que o desafio interno pode se intensificar caso as avaliações públicas permaneçam negativas.
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