- O processo entre Elon Musk e OpenAI está na terceira semana, com foco no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, sob a supervisão da juíza Yvonne Gonzalez Rogers.
- Os advogados que controlam o caso são Steven Molo, William Savitt e a juíza tem papel decisivo no ritmo do julgamento.
- Musk acusou a OpenAI de usar suas doações para criar uma organização que virou empresa lucrativa sem consentimento; a OpenAI alega que ele apoiou a transição e que o real motivo foi perder controle da companhia.
- A fase atual do julgamento aguarda depoimentos de grandes nomes do setor, incluindo Satya Nadella, Ilya Sutskever e Sam Altman.
- A OpenAI é representada por William Savitt; Steven Molo defende Musk, já tendo atuado em casos de alto perfil, enquanto a juíza Yvonne Gonzalez Rogers tem histórico de decisões contundentes e já conduziu outros casos complexos.
Na terceira semana do que é considerado um dos maiores julgamentos envolvendo inteligência artificial, o foco se volta para quem comanda o processo no tribunal federal de Oakland, Califórnia: a juíza Yvonne Gonzalez Rogers e os advogados Steven Molo e William Savitt. O caso envolve Elon Musk e a OpenAI.
Musk acusa a OpenAI e seus fundadores de terem usado doações para criar uma organização que se tornou lucrativa sem seu consentimento. A defesa diz que o bilionário tinha conhecimento da transição e que o motivo dele sair foi a falta de controle total sobre a empresa.
A OpenAI rebate que Musk apoiou a mudança da organização para empresa, mas não buscava controle absoluto. Documentos apresentados ao júri indicam que a disputa envolve estrutura financeira e governança, mais do que objeções à natureza do projeto.
O trio que comanda o tribunal
A autoridade do julgamento está com a juíza Yvonne Gonzalez Rogers, indicada por Barack Obama em 2011. Nascida em Houston, ela atuou em casos de alto impacto e já liderou processos antitruste entre Epic Games e Apple. Suas decisões moldam o andamento do caso.
Steven Molo, sócio-fundador do escritório MoloLamken, atua como advogado de Musk. Criado no sul de Chicago, ele já trabalhou como promotor no governo estadual antes de atuar na prática privada. Em 2009, abriu escritório próprio para litígios complexos.
William Savitt, contratado pela OpenAI, veio de Nova York após uma passagem pela Suprema Corte dos EUA. Formado pela Universidade de Columbia, Savitt já lidou com casos de grande repercussão, incluindo a disputa de Musk com o Twitter em 2022.
O processo entra na fase de depoimentos prevista até 21 de maio, com decisões que podem afetar o futuro da OpenAI. O desfecho pode influenciar o cenário de abertura de capital da empresa e o equilíbrio entre Musk e seus concorrentes no setor.
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