- O Brasil enfrenta uma “epidemia” de roubos e furtos de celulares, com média de 2,5 mil ocorrências por dia (quase 1 milhão por ano).
- O crime alimenta o ecossistema do cibercrime: prejuízos indiretos com invasões de apps bancários chegam a cerca de R$ 3,5 bilhões no último ano.
- A insegurança impacta hábitos: 42% dos moradores de capitais dizem evitar certos horários ou locais por medo de ter o celular subtraído; os seguros de smartphones subiram 22%.
- Medidas públicas em curso: o governo discute ampliar o programa Celular Seguro com integração de dados e rastreamento; em São Paulo, o SP Mobile devolveu 383 celulares em abril, totalizando mais de 23,5 mil recuperados no estado, com cerca de 34% devolvidos às vítimas.
- Cenário político e pública de opinião: pesquisas indicam vantagem de governo Lula na disputa estadual paulista, enquanto a violência é apontada como principal problema por 27% dos eleitores.
Um homem foi vítima de um assalto com arma de fogo na manhã de 28 de abril, em Osasco, região metropolitana de São Paulo. Um motoqueiro parou a moto, desceu com um revólver e exigiu o celular. A vítima, um policial militar à paisana, foi baleada e ficou no chão. O criminoso fugiu com o aparelho.
A cena foi registrada por câmeras de segurança na via pública. A vítima foi socorrida e não há detalhes sobre o estado de saúde atual. O caso ilustra o cenário de violência contra celulares, amplamente destacado pela imprensa local e nacional.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a média diária de celulares roubados ou furtados no Brasil é de 2,5 mil. O número representa quase 1 milhão de ocorrências por ano e alimenta debates eleitorais sobre segurança pública.
Estrutura financeira do crime
Especialistas apontam que o roubo de celulares sustenta um ecossistema de cibercrime, incluindo invasões a aplicativos bancários. Dados do Banco Central indicam cerca de 3,5 bilhões de reais em transações fraudulentas no último ano ligados a esse crime.
Estudos demonstram que 42% dos moradores de capitais adotaram hábitos de circulação reduzidos por medo de subtração. O custo das apólices de seguro para smartphones subiu 22% entre 2025 e 2026, elevando a barreira de acesso para classes mais vulneráveis.
Ações governamentais e propostas
O governo federal discute a ampliação do programa Celular Seguro, com integração de boletins de ocorrência, rastreamento e devolução de aparelhos por meio de dados de Imei. A ideia é melhorar a recuperação de dispositivos e o cruzamento de informações.
No cenário político, o tema tem sido explorado por candidaturas de diferentes espectros. No Senado, propostas de aumento de pena para furto de celular já tramitam, buscando endurecer a resposta penal.
Situação em São Paulo
Em São Paulo, áreas da periferia registraram aumento de roubos de celular, mesmo com quedas em áreas centrais. O estado tem investido em ações que cruzam dados de ocorrências com operadoras para identificar dispositivos e devolver aparelhos às vítimas.
Um programa estadual de recuperação de celulares, iniciado em 2025, já devolveu milhares de aparelhos desde a implantação. Essa iniciativa busca ampliar a sensação de segurança e desarticular o mercado ilegal de receptação.
Percepção pública
Pesquisa recente aponta que a violência é o principal problema para 27% dos brasileiros. O levantamento, realizado entre 9 e 13 de abril, também mostra preocupação com a prática de furtos e roubos de celulares.
Os dados reforçam que o tema continua no radar de eleitores e candidatos, influenciando debates sobre políticas de segurança pública, investigação policial e prevenção de crimes.
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