- A deputada Tabata Amaral (PSDB-SP), relatora do PL da Misoginia, afirmou à CNN que espera a votação do texto ainda neste semestre na Câmara.
- A decisão de pautar cabe ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que precisa incluir o tema na pauta.
- Tabata disse que Motta tem sido sensível à pauta das mulheres, dando espaço para o trabalho da comissão.
- O Senado já aprovou o texto; o PL propõe tipificar a misoginia como crime com penas de dois a cinco anos de reclusão, equiparando-a ao racismo.
- Um grupo de trabalho da Câmara realizaria quatro audiências públicas para debater o projeto e buscar consenso.
OPL da Misoginia avança na Câmara. A deputada Tabata Amaral (PSDB-SP), relatora do projeto que tipifica a misoginia como crime, concedeu entrevista à CNN e disse que a votação na Câmara deve ocorrer ainda neste semestre. Ela destacou a necessidade de construir consenso e mobilizar a maioria para aprovar o texto.
Segundo a parlamentar, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), é quem define a pauta e precisa incluir o tema na Ordem do Dia. Tabata ressaltou que Motta tem demonstrado sensibilidade à pauta das mulheres e espaço para o debate.
A autora do relatório destacou a urgência do tema frente ao aumento de casos de feminicídio, ressaltando que há quem acredite que o projeto melhora a legislação e quem tenha dúvidas por desinformação. Ela citou que quatro mulheres são assassinadas diariamente no país.
Sobre o PL da Misoginia
O projeto propõe tipificar como crime a misoginia, atualmente não prevista de forma específica no Código Penal brasileiro, o que leva a enquadramentos em injúria ou difamação com penas mais brandas. A pena prevista seria de dois a cinco anos de reclusão e a misoginia seria equiparada ao racismo.
Atualmente, Tabata está acompanhando um grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara para discutir o conteúdo. O grupo promoverá quatro audiências públicas para debater o texto e buscar consenso entre as diversas correntes.
A tramitação depende ainda de acordos entre as bancadas e da agenda institucional. A expectativa é finalizar a análise no marco do semestre, com o objetivo de avançar para votações e eventuais emendas antes do recesso.
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