- O deputado Marcel van Hattem, relator da PEC 8/2021, reagiu à defesa de decisões monocráticas feitas pelo ministro Flávio Dino, dizendo que ministros do STF buscam se proteger e ter poder desproporcional.
- Ele defende o fim das decisões monocráticas e explicou que a proposta busca limitar poderes individuais no Judiciário, com críticas ao modelo atual.
- Hattem afirmou que a oposição vai pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, para pautar a PEC das decisões monocráticas.
- A discussão ganhou força após o ministro Alexandre de Moraes suspender a análise de pedidos com base na nova Lei da Dosimetria, gerando críticas à atuação do STF.
O líder do Partido Novo na Câmara e relator da PEC 8/2021, Marcel van Hattem, pediu o fim das decisões monocráticas no STF. A reação surge após defesa, feita pelo ministro Flávio Dino, dessas decisões, consideradas por ele essenciais para evitar morosidade no Judiciário. O comentário veio na segunda (11/5), em resposta a críticas ao modelo atual.
Van Hattem sustenta que as decisões individuais concentram poder excessivo nas mãos de ministros do STF. Ele afirmou que o STF está se protegendo ao defender esse formato, que, segundo ele, não foi previsto pela Constituição. A PEC pretendente, na prática, busca limitar esses atos unilaterais.
O deputado disse que a PEC atinge principalmente decisões do Legislativo, mas que vê a necessidade de mudanças mais amplas. Ele afirmou que a proposta, em discussão, não resolve o problema de forma abrangente e que a assinatura de decisões mostra poder excessivo em alguns casos.
A oposição planeja intensificar a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, para pautar a PEC. Van Hattem declarou que cobrará a pauta do fim das decisões monocráticas, com o argumento de que o modelo atual fere princípios constitucionais e legais em vigor.
A discussão sobre limitações às decisões monocráticas ganhou novo impulso após Moraes suspender a análise de pedidos com base na Lei da Dosimetria. Parlamentares de oposição criticam o STF e defendem mudanças no funcionamento da Corte.
No artigo de Dino, publicado nesta segunda, o ministro sustenta que as decisões monocráticas seguem regras do ordenamento jurídico e refletem o entendimento dos colegiados. Ele observa que, em 97% dos recursos contra decisões individuais no ano anterior, os colegiados mantiveram o posicionamento dos relatores.
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