- Câmara dos Deputados aprovou impeachment da vice-presidente Sara Duterte por corrupção, com 257 votos a favor, 25 contrários e 9 abstenções.
- Sara Duterte é acusada de enriquecimento ilícito, mau uso de recursos públicos e ameaças ao presidente Ferdinand Marcos Jr.; ela nega as acusações.
- O processo pode inviabilizar a candidatura dela à presidência em 2028, já que o Senado fará o julgamento e pode cassar o cargo e torná-la inelegível.
- O Senado aprovou a substituição do presidente da Casa por Alan Peter Cayetano, que atuará como juiz no julgamento político.
- A disputa entre as dinastias Duterte e Marcos intensifica a vida política nas Filipinas, em meio a outros casos envolvendo a família Duterte, como o ex-presidente Rodrigo Duterte no TPI.
A Câmara dos Deputados aprovou o impeachment da vice-presidente Sara Duterte, nas Filipinas, nesta segunda-feira, 11. A decisão ocorreu por ampla maioria, com 257 votos a favor, 25 contra e 9 abstenções. A votação marca o segundo impeachment contra a vice-presidente.
A acusação envolve enriquecimento ilícito, mau uso de recursos públicos e ameaças ao presidente Ferdinand Marcos Jr., à primeira-dama Liza Araneta-Marcos e ao ex-presidente da Câmara. Duterte nega as denúncias e afirma estar pronta para a defesa.
Com a Constituição filipina, Marcos não pode disputar mandato consecutivo, o que colocou Duterte como provável candidata à presidência em 2028. O processo segue para julgamento no Senado, onde os senadores atuam como jurados; caberá declarar culpa ou inocência.
Mudança no Senado
Pouco antes da votação, o Senado aprovou a substituição do presidente da Casa por Alan Peter Cayetano, aliado da família Duterte. Cayetano ficará responsável por conduzir o julgamento político da vice-presidente.
Duterte, hoje com 47 anos, é filha do ex-presidente Rodrigo Duterte. A relação entre as duas principais dinastias políticas do país se deteriorou após disputas internas sobre o comando do governo. O ex-presidente Rodrigo Duterte enfrenta investigação internacional relacionada à guerra às drogas.
Este é o caso mais elevado de impeachment contra uma autoridade filipina desde o ex-presidente Joseph Estrada, em 2000. Estrada renunciou dias após o processo ter sido interrompido. Desde então, apenas poucos casos chegaram a julgamento, incluindo o do ex-presidente da Suprema Corte Renato Corona.
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