- O advogado Ezequiel Silveira, representante de familiares de condenados de 8 de janeiro, critica a suspensão da Lei da Dosimetria e o uso de decisões monocráticas pelo STF.
- O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a análise dos primeiros pedidos com base na nova legislação e pediu esclarecimentos ao Congresso sobre a derrubada do veto ao projeto.
- Silveira afirma que a medida atrasa a revisão de penas e afronta a autoridade do Parlamento, mantendo a lei em vigor.
- Ele rebateu o artigo de Flávio Dino na CartaCapital, defendendo que o STF usa as monocráticas de forma excessiva e deveria restringi-las a situações excepcionais.
- O advogado diz que a confirmação pelo plenário não legitima a prática e que a colegialidade deve prevalecer em temas de grande impacto social.
O advogado Ezequiel Silveira, representante de familiares de condenados pelo 8 de janeiro, criticou a atuação de decisões monocráticas no STF. Ele reagiu à suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria e ao uso frequente de decisões individuais na Corte.
Silveira afirma que a suspensão impede a aplicação de uma lei vigente e atrasas revisões de penas para os réus contemplados. Alega ainda que esse manejo interfere na atuação do Parlamento, que aprovou a norma recentemente.
A repercussão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes suspender a análise dos primeiros pedidos com base na nova lei, e pedir esclarecimentos ao Congresso sobre a validade da derrubada de veto. O tema é alvo de debate entre poderes.
Controvérsias sobre o papel das decisões monocráticas
Silveira critica a ideia de defesa da agilidade judicial por meio de decisões isoladas, defendida pelo ministro Flávio Dino em artigo para a CartaCapital. O advogado sustenta que o STF precisa manter a colegialidade, especialmente em temas de grande impacto institucional.
Para ele, o uso frequente desse instrumento não pode se tornar regra, mesmo que a confirmação futura pelo plenário seja comum. Alega que a prática atual fere a separação dos Poderes e compromete a democraticidade do sistema.
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