- Em lançamento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou as normas de Jair Bolsonaro que facilitaram o acesso a armas de fogo.
- Alckmin disse que a liberação de armas foi a “única” política de segurança do mandato anterior.
- Segundo ele, o acesso a armas deveria ficar a cargo da polícia, associando a ampliação da posse e do porte ao aumento de crimes violentos.
- Ele citou que, neste primeiro trimestre, houve queda de 25% nos homicídios em relação a 2022 e aumento de 37% nos mandados de prisão, atribuindo-os à impunidade.
- O vice-presidente ainda destacou feminicídio, afirmando que 73% das mortes violentas intencionais são por arma de fogo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin participou do lançamento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto, nesta terça-feira 12 de maio. Durante o evento, ele criticou normas da gestão de Jair Bolsonaro que facilitaram o acesso a armas no país. A defesa foi de que o uso de armamentos cabe à polícia.
Alckmin afirmou que, segundo ele, a única política de segurança do governo anterior foi ampliar a posse de armas, o que, na leitura dele, acabou com as mãos de criminosos. O exército de políticas públicas, segundo o vice, não reduziu a criminalidade.
A fala ocorreu em meio a números apresentados para embasar a crítica. O vice destacou queda de homicídios no primeiro trimestre deste ano em relação a 2022 e aumento de mandados de prisão, relacionando esses dados a fatores de segurança pública. Também apontou a relação entre armas de fogo e violência.
Dados sobre arma de fogo e violência
Segundo Alckmin, a maior parte das mortes violentas intencionais envolve arma de fogo, ressaltando que o feminicídio, nesses indicadores, está relacionado ao uso de armas. O vice afirmou que manter a arma na mão de agentes da lei favorece a segurança pública.
As declarações reforçam o foco do programa lançado hoje, que busca enfrentar o crime organizado por meio de ações conjuntas entre diferentes esferas de governo. Não houve, até o fechamento desta matéria, confirmação de novos anúncios específicos durante o evento.
Entre na conversa da comunidade