- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não aplaudiu Messias durante a posse de Kassio Nunes Marques no TSE.
- A cerimônia ocorreu após a rejeição, pelo Senado, da indicação de Messias ao STF, fato inédito em cento e trinta e dois anos.
- O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, elogiou Messias, chamando-o de “querido amigo”, e recebeu os cumprimentos da advocacia por cerca de trinta segundos.
- Além de Alcolumbre, não aplaudiram Messias o presidente do STF, Edson Fachin, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
- Kassio Nunes Marques foi empossado como presidente do TSE, com André Mendonça como vice; ele mencionou a necessidade de organizar, orientar e fiscalizar as eleições, destacando a regulação da inteligência artificial como desafio.
Durante a cerimônia de posse de Kassio Nunes Marques como presidente do TSE, o advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu aplausos de parte do plenário ao ser citado pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti. O aplauso durou cerca de 30 segundos.
O senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, não aplaudiu Messias. O gesto manteve o tom de divisão que marcou a agenda política na sessão, repetindo o afastamento de apoiadores da indicação ao STF, já rejeitada pelo Senado semanas antes.
Outras autoridades também não acompanharam os elogios rápidos a Messias, incluindo o presidente do STF, Edson Fachin, e o presidente da Câmara, Hugo Motta. A postura consolidou um momento de morbidade institucional no evento.
Clima entre líderes presentes
Durante a cerimônia, o presidente Lula, que ocupou posição próxima a Alcolumbre, demonstrou sinal de desconforto ao longo do encontro. Os dirigentes foram focal de curiosidade entre convidados e assessores.
Nunes Marques foi empossado como presidente do TSE com a vice-presidência ocupada pelo ministro André Mendonça. A sessão ocorreu após o Senado ter rejeitado a indicação de Messias ao STF, em decisão histórica.
Em seu discurso, o novo presidente do TSE destacou o objetivo de organizar, orientar e fiscalizar as eleições, assegurando processos limpos e transparentes. Ele mencionou ainda o desafio da regulação da inteligência artificial.
O ministro alertou para riscos da tecnologia, como a possibilidade de capturar a voz do eleitorado por meio de desinformação e manipulação do debate público, e enfatizou a necessidade de salvaguardar a integridade do pleito.
Implicações para o pleito de 2026
Profissionais do setor eleitoral destacaram que a posse marca um movimento institucional relevante para a atuação do TSE em anos eleitorais. A condução de eleições com maior transparência volta a ser tema central.
Analistas ressaltam que a controvérsia envolvendo Messias manteve o debate sobre o equilíbrio entre os poderes, especialmente após a rejeição do STF que gerou impactos institucionais e estratégicos no governo.
A cerimônia evidenciou, ainda, o peso político das decisões sobre indicações a tribunais superiores, refletindo tensões entre Executivo, Legislativo e Judiciário no ciclo político atual.
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