- A Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão do deputado Thiago Rangel e impedir que a Alerj vote pela soltura dele.
- A Alerj informou ter afastado o parlamentar, destituído seu gabinete e que um processo disciplinar será aberto pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
- Rangel foi preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
- Quem assumirá a vaga de Rangel é o suplente Wellington José, que já exerceu mandato entre 2021 e 2022.
- Em 2025, a Alerj aprovou a prisão do ex-presidente Rodrigo Bacellar na época, em contexto relacionado à mesma operação e a desdobramentos do escândalo Ceperj.
A Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão do deputado Thiago Rangel (Avante) sem que a Alerj possa votar pela soltura. A decisão ocorreu na semana passada, no âmbito da segunda fase da operação que investiga fraudes na educação estadual.
A Alerj informou que está cumprindo a determinação do STF. Rangel está afastado do cargo e terá o gabinete destituído. A Mesa Diretora abriu processo disciplinar para apurar o caso. A prisão já estava em curso desde a quarta fase da operação.
A Operação Unha e Carne investiga compras de materiais e contratações pela Secretaria de Educação do RJ. O STF também decidiu manter outras medidas cautelares que restringem atividades do parlamentar.
Quem assume a vaga
O suplente Wellington José, que exerceu mandato entre 2021 e 2022, substituirá Rangel. Ele recebeu 22.817 votos em 2022 pelo Podemos e hoje está no União Brasil. Nas redes, costuma posar com lideranças políticas locais.
Em 2025, a Alerj teve decisões envolvendo o ex-presidente Rodrigo Bacellar (PL), anterior réu no escândalo que envolve a operação. Bacellar foi preso novamente em março, após cassação pelo TSE, em desdobramentos do caso Ceperj.
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