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Bolsonaro isolado; aliados resistem em indicar filhos ao Senado

Aliados de Bolsonaro resistem à indicação de André do Prado ao Senado em São Paulo, citando alinhamento duvidoso com o grupo bolsonarista

A partir da esq., Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, André do Prado e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, durante evento na Alesp
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  • Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro indicaram André do Prado (PL) para o Senado em São Paulo, com apoio de Valdemar Costa Neto e de Tarcísio de Freitas, sem aval público de Jair Bolsonaro.
  • Aliados da direita resistem, afirmando que André não pertenceria ao grupo político e seria um integrante do centrão, sem justificativa clara para a chapa.
  • Bolsonaro já teria sinalizado que, se Eduardo não pudesse disputar, apoiaria o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo; porém, Eduardo escolheu André.
  • Ricardo Salles, que também pretende disputar o Senado por São Paulo, criticou a indicação e sugeriu possível acordo financeiro; André afirmou ter sido escolhido pelo grupo bolsonarista.
  • Mello Araújo disse não ter feito lobby e criticou a falta de protagonismo do PL em São Paulo; a visita a Bolsonaro foi negada por Moraes, impactando a candidatura dele.

A edição liderada por Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro aprovou a indicação de André do Prado para o Senado em São Paulo, decisão tomada sem aval público do pai, Jair Bolsonaro. A escolha gerou resistência entre bolsonaristas e parte da direita, que questionam a aliança com o centrão.

Segundo apuração, o grupo de aliados criticou a definição de André do Prado para a chapa, afirmando que ele não integrava o núcleo político do bolsonarismo e que sua identificação seria com o centrão. Há quem questione a justificativa apresentada aos eleitores.

Antes da decisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria aberto a indicar o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, caso Eduardo não pudesse concorrer. No entanto, Eduardo, atendendo a pedidos de Valdemar Costa Neto e de Tarcísio de Freitas, escolheu André.

Durante evento em São Paulo sobre segurança pública, o deputado estadual André do Prado disse ter sido escolhido pelo grupo bolsonarista, pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo Partido Liberal. Ele reiterou lealdade ao grupo e negou haver acordo para beneficiar o candidato.

O vice-prefeito Ricardo Mello Araújo afirmou não ter feito lobby por uma vaga no Senado e mencionou tentativas de visita a Jair Bolsonaro que teriam sido negadas pelo STF. Mello Araújo ressaltou que o PL poderia ter ganhado protagonismo em São Paulo, se fosse a opção escolhida.

Ricardo Salles, deputado federal pelo Novo, sinalizou que concorreria ao Senado mantendo o foco no eleitorado de direita. Em rede social, ele indicou que retiraria a candidatura caso a chapa fosse reorganizada para excluir o apoio financeiro de um suposto acordo com o centrão.

A imprensa consultou Tesouros da legenda e o Palácio dos Bandeirantes, sem sucesso imediato em obter posicionamentos oficiais. Em entrevista, Tarcísio de Freitas admitiu que via a indicação de André como a opção mais votada dentro da direita, fruto de sua visão de agregação de votos.

A Folha de S. procurou Flávio Bolsonaro para tratar da indicação, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria. Enquanto isso, o grupo bolsonarista permanece dividido entre apoiar André do Prado e manter o alinhamento com o que já foi definido pela executiva da sigla.

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