- O governo federal não aceitará fim da escala 6×1 com prazo longo de transição, defendendo fim imediato, sem redução salarial e com quarenta horas semanais.
- O ministro Guilherme Boulos citou lobby de grandes empresários tentando postergar a entrada em vigor por anos.
- Há risco de a PEC ficar travada no Senado, mesmo após aprovação na Câmara, por não ter urgência constitucional.
- O presidente Lula enviou ao Congresso, em abril, projeto com urgência constitucional sobre o tema; o relator Leo Prates deve apresentar o parecer em vinte de maio.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, aponta convergência para aprovação em semanas; estima-se que trinta e sete milhões de trabalhadores possam ser impactados.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou nesta terça-feira (12.mai.2026) que o governo não aceitará uma proposta de fim da escala 6×1 com prazo longo de implementação. A declaração foi feita durante o programa Bom dia, no Canal Gov.
Segundo o ministro, há pressão de setores empresariais favoráveis a mudanças com entrada em vigor apenas daqui a anos. Ele ressaltou que o governo não tolera esse tipo de postergação.
Boulos ainda apontou que a tramitação pode enfrentar entraves no Senado mesmo após eventual aprovação na Câmara. A leitura é de que a PEC não possui urgência constitucional.
O esforço do governo é unificar propostas apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) para extinguir a escala 6×1 e manter jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial.
O presidente Lula enviou ao Congresso, em abril, um projeto com urgência constitucional sobre o tema. O relator Leo Prates deve apresentar o parecer até 20 de maio.
Contexto político e impactos previstos
O governo sustenta que a mudança pode abranger cerca de 37 milhões de trabalhadores, conforme estimativas oficiais. A Câmara sinaliza apoio amplo para avançar nas próximas semanas.
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