- O ministro Guilherme Boulos afirmou que a PEC da Anistia não tem perspectiva de avançar no Congresso e seria articulada pela oposição.
- Segundo ele, a proposta busca desviar o foco da operação da Polícia Federal que mirou o senador Ciro Nogueira, ligado ao Banco Master.
- Boulos disse que a PEC teria o objetivo de salvar a pele de Jair Bolsonaro e não de defender terceiros.
- Ele comentou a suspensão de lotes da marca Ypê pela Anvisa e classificou o movimento de estupidez.
- Sobre o vídeo de uma pessoa bebendo detergente, ele disse que parecia IA e criticou o nível de ridículo mostrado.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que a PEC que perdoa condenados envolvidos em atos antidemocráticos de 8 de janeiro não tem perspectiva de avançar no Congresso. A declaração foi feita durante o programa Bom Dia, Ministro, nesta terça-feira, 12 de maio, e sinaliza posição da oposição.
Segundo ele, a proposta busca desviar o foco de uma operação da Polícia Federal que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Bolsonaro, por suspeitas em relação ao caso Banco Master. O ministro afirmou que a investigação expôs pagamentos consignados a figuras próximas, em alusão a fatos envolvendo o entorno do ex-presidente e seus aliados.
Boulos ainda citou que a estratégia envolve favorecer Bolsonaro, ao alegar salvar a pele do ex-presidente. Em tom crítico, ele afirmou que o movimento não busca outros interesses, mas proteção a Bolsonaro, conforme leitura feita pelo governo sobre o momento político.
Polêmica envolvendo a marca Ypê
Durante a entrevista, o ministro comentou a suspensão pela Anvisa de lotes de produtos da marca Ypê. Ato foi associado por apoiadores de Bolsonaro a retaliação por doações de campanha em 2022, o que foi considerado pela equipe de Boulos como uma demonstração de exagero e desrespeito. O ministro também criticou a circulação de um vídeo com conteúdo questionável, chamando a situação de inadequada e lembrando críticas a autoridades.
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