Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Boulos teme aprovação do fim da 6×1 na Câmara e engavetamento no Senado

Boulos alerta que fim da escala 6×1 pode ser aprovado na Câmara e engavetado no Senado; rejeita propostas de transição da jornada

O ministro da secretaria-geral da presidência, Guilherme Boulos, durante cerimônia para divulgação das regras de transição para a implementação do pedágio eletrônico (free flow) em todo o país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • Guilherme Boulos afirmou que pode haver manobra no Congresso para votar a PEC da oposição à urgência constitucional, o que poderia engavetar o fim da escala 6×1 no Senado.
  • O ministro criticou propostas de transição que reduziriam a escala em até cinco anos, chamando-as de tentativa de “empurrar com a barriga” e de beneficiar grandes empresários.
  • Boulos disse que há resistência de setores do agronegócio, associando-a a lógicas retrógradas similares às de quem se opôs ao fim da escravatura, segundo sua leitura política.
  • O ministro classificou a proposta como “conversa de terrorismo” por parte do setor econômico e afirmou que a maioria do setor é contra a medida, defendendo a proteção aos trabalhadores.
  • Sobre a proposta de compensação aos empresários pela redução da jornada, Boulos chamou de “bolsa-patrão” e considerado um absurdo, criticando também críticas de economistas ao governo.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que há risco de a medida que encerra a escala 6×1 sofrer manobra no Congresso. Ele citou a possibilidade de a Câmara aprovar a PEC em detrimento do projeto de urgência encaminhado pelo presidente Lula, o que poderia engavetar a proposta no Senado.

Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, da EBC, Boulos explicou o cenário: se a PEC for votada sem urgência no Parlamento, a tramitação fica parada no Senado. O ministro pediu atenção para evitar esse desfecho.

Boulos também criticou propostas de transição para a jornada de trabalho que circulam no Congresso, que preveem redução da escala em até cinco anos. Segundo ele, tais medidas teriam efeito “empurrar com a barriga” e beneficiariam apenas determinados setores.

Posição sobre o processo de transição e apoio ao trabalhador

O ministro disse que mudanças escalonadas são injustas com trabalhadores e criticou o que chamou de “penduricalhos” ou desonerações para grandes empresários. Afirmou que, na prática, medidas pró-trabalho devem valer de imediato.

Além disso, Boulos afirmou que parte do agronegócio contrária ao fim da escala 6×1 adota lógica similar à resistência histórica de setores contra mudanças estruturais. Citou lideranças do setor e criticou contrapor a favor da economia.

O ministro também se posicionou contra a proposta do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) que obrigaria o governo a compensar empresários pela redução da jornada, chamando-a de “bolsa-patrão” e de absurda.

Boulos comentou ainda críticas de economistas ao governo sobre a taxa Selic. Disse que certos analistas defendem cenários impraticáveis, como Selic hipotética de 1000%. Também negou apoio a qualquer flexibilização de regras associadas à atividade econômica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais