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Categoria aceita proposta e cancela greve no metrô de SP

Metroviários aprovam proposta com reajuste de 4,47% e cancelam greve marcada para hoje; concurso público é defendido para recompor quadro de funcionários

Interior de vagão de metrô cheio de passageiros em pé segurando barras e alças. Pessoas usam roupas casuais e alguns usam fones de ouvido. Luz artificial ilumina o ambiente fechado.
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  • Metroviários de São Paulo rejeitaram a paralisação marcada para esta quarta-feira, após assembleia realizada na noite de terça-feira.
  • A proposta do Metrô foi aprovada com 1.500 votos a favor, 1.294 contrários e 146 abstenções; o acordo inclui reajuste de 4,47%.
  • A principal reivindicação é a abertura de concurso público para reposição do quadro de funcionários, que caiu para quase a metade nos últimos dez anos.
  • O sindicato aponta discussões sobre plano de saúde, igualdade salarial e negociação de Participação nos Resultados; a greve pode ocorrer se gestão e direção aceitarem negociar.
  • Caso ocorrisse, a paralisação atingiria as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata; as linhas 4-amarela, 5-lilás e 17-ouro ficam mantidas por concessionárias.

O sindicato dos metroviários de São Paulo anunciou a aceitação da proposta apresentada pela gestão do Metrô, o que cancelou a greve prevista para esta quarta-feira (13). A decisão ocorreu na assembleia realizada na noite desta terça (12), na zona leste da capital.

No total, 1.500 trabalhadores votaram a favor da proposta, enquanto 1.294 votaram pela greve e houve 146 abstenções. A principal exigência era a abertura de concurso público para recompor o quadro de funcionários, que hoje soma 5.663 trabalhadores em todas as áreas.

O sindicato argumenta que o quadro reduziu pela metade nos últimos dez anos e destaca impactos do serviço de transporte. A diretora de imprensa, Camila Lisboa, cita também o reajuste de 4,47% na proposta como parte do acordo.

Entre as pautas históricas, está a demanda por negociação de salário igual entre funções e a defesa da manutenção de planos de saúde estáveis. Segundo o sindicato, a greve poderia ocorrer caso não houvesse avanço nas negociações com a gestão de Tarcísio de Freitas e a direção do Metrô.

Caso a paralisação tivesse ocorrido, afetaria as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata, com as linhas 4, 5 e 17 mantidas por concessionárias. A campanha de fevereiro já indicou estado de greve, mas a greve não foi deflagrada.

A última greve dos metroviários ocorreu em 28 de novembro de 2023 e reuniu trabalhadores de diferentes setores, incluindo CPTM, Sabesp e educação. A atuação conjunta refletiu pautas como privatizações e cortes orçamentários.

Fontes: sindicato dos metroviários e veículos de imprensa locais reportam as informações desta votação e dos fatores que motivaram as negociações.

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