- O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), negou irregularidades e disse ter sido alvo de operação da Polícia Federal por ser líder da oposição.
- A PF cumpriu mandado de busca e apreensão em sete de maio, na segunda etapa da Operação Compliance Zero, que apura crimes ligados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
- A investigação aponta que Vorcaro teria concedido vantagens econômicas ao senador em troca de atuação favorável aos interesses do grupo ligado ao Master.
- Nogueira afirmou que a denúncia é falsa e disse que vai reapresentar a emenda para elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), defendendo a proposta.
- A defesa informou que o senador não teve participação em atividades ilícitas; houve mudança na defesa, com Kakay deixando o caso e Conrado Gontijo assumindo.
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou não ter cometido irregularidades e afirmou ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal por liderar a oposição. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão em 7 de maio, que integrou a segunda fase da Operação Compliance Zero.
A investigação apura suspeitas ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Vorcaro teria concedido vantagens econômicas a Nogueira em troca de atuação favorável a interesses do grupo ligado ao Master. O caso envolve mensagens e documentos encaminhados entre assessorias.
Nogueira reagiu em vídeo divulgado nas redes sociais, classificando as apurações como roteiro de ficção e dizendo que a verdade virá à tona com o tempo. O congressista lembrou ataques anteriores em ano eleitoral e citou o uso de sigilos e provas que, segundo ele, não resultaram em acusações formais no passado.
Emenda Master e autonomia do FGC
A investigação também envolve a Proposta de Emenda à Constituição que aumenta o teto do FGC. A emenda, segundo a PF, teria sido elaborada pela assessoria do Banco Master e apresentada ao Senado, com Vorcaro afirmando que a versão enviada reproduzia exatamente o texto. Nogueira defende a reapresentação da emenda para elevar a cobertura, dizendo que o fundo é privado e financiado por bancos.
O senador afirmou que a emenda visa proteger correntistas e pequenas empresas em caso de quebra bancária. Ele ressaltou que o Banco Central é o órgão competente para fiscalização e que a autonomia financeira da instituição está em discussão. A defesa sustenta que não houve participação de Nogueira em atividades ilícitas.
A defesa de Nogueira informou que a atuação do senador ocorreu com base em mensagens trocadas entre terceiros, sem evidências de envolvimento direto em irregularidades. O caso segue em andamento, com novas etapas das investigações e notificações a serem divulgadas pelas autoridades.
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