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Congressistas solicitam fontes de energia não renováveis no Redata

Frentes parlamentares defendem fontes de energia não intermitentes no Redata para assegurar fornecimento estável de data centers

Os data centers precisam funcionar ininterruptamente porque armazenam e processam dados de sites, redes sociais e sistemas de inteligência artificial; signatários de manifesto alertam para a necessidade de “energia firme, contínua e confiável
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  • Manifesto lançado por 10 frentes parlamentares e 26 entidades cobra que o Redata aceite fontes de energia não sujeitas à intermitência, incluindo opções não renováveis para fornecimento firme.
  • Atual versão do projeto exige abastecimento total por geração limpa ou renovável, o que tornaria difícil incluir fontes como gás natural ou outras alternativas.
  • Signatários defendem que o texto permita energia firme por meio de fontes não intermitentes, citando necessidade de confiabilidade para data centers que armazenam e processam dados.
  • Emenda apresentada pelo deputado Júlio Lopes busca incluir gás natural, biometano e energia nuclear como opções de suprimento para os data centers beneficiários.
  • O Redata tramita no Senado e segue parado; o governo e parlamentares discutem a viabilidade de abrir espaço para fontes adicionais, enquanto o projeto PL 278/2026 já foi aprovado pela Câmara e aguarda análise na Casa Alta.

Foi lançado nesta terça-feira (12 de maio de 2026) por 10 frentes parlamentares e 26 entidades do setor produtivo o Manifesto pela aprovação do Redata e pelo futuro digital do Brasil. O documento pede que o texto garanta incentivos a data centers que utilizem fontes de energia não sujeitas à intermitência, o que implica considerar fontes não renováveis para suprimento estável.

O texto em tramitação na Câmara dos Deputados, já aprovado e encaminhado ao Senado, prevê que os benefícios sejam concedidos apenas a operações que atendam integralmente à demanda de energia com suprimento ou autoprodução proveniente de fontes limpas ou renováveis. Contudo, o manifesto sustenta que tais fontes, como eólica e solar, são intermitentes e dependem de variáveis ambientais, o que pode comprometer a disponibilidade energética.

Os signatários destacam a necessidade de energia firme, contínua e confiável para data centers, que armazenam e processam dados de sites, redes sociais e sistemas de inteligência artificial. A proposta, segundo o manifesto, poderia reduzir riscos operacionais, aumentar a confiabilidade do sistema e atrair mais investimentos para o setor.

Entre as propostas em debate, o documento não aponta fontes específicas, mas sinaliza a possibilidade de incluir no Redata opções como gás natural, biometano e energia nuclear para uso como contingência, especialmente em casos de intermitência. A diretora do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Tatiana Ribeiro, aponta a negociação para incluir essas opções no texto, ainda sem consenso entre os congressistas.

No Senado, integrantes do movimento já trabalham para que mudanças sejam incorporadas ao texto e mantidas caso o projeto seja aprovado pela Casa. O objetivo é evitar perdas de investimento no Brasil, conforme avaliação dos envolvidos, que acompanham a tramitação com interesse de empresas do setor.

O líder do movimento, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) egressou como presidente da Frente Parlamentar Mista pelo Brasil Competitivo. Lopes chegou a apresentar emenda para incluir fontes como gás natural, biometano e energia nuclear entre as aptas a suprir os data centers beneficiários, destacando que as regras ainda não são consenso entre os parlamentares. A emenda está sob avaliação.

O Redata começou como uma medida provisória editada pelo governo em setembro de 2025 com objetivo de criar incentivos fiscais para a implantação de data centers. A caducidade da medida provisória impediu a validade automática, levando à tramitação de um Projeto de Lei para manter os investimentos já realizados. O desenho final depende de acordo entre Câmara e Senado.

O projeto estabelece a suspensão de tributos federais na aquisição de equipamentos e componentes de tecnologia para data centers, com uma transição para alíquota zero após o atendimento de requisitos de investimento em P&D, sustentabilidade, energia limpa e disponibilidade de capacidade ao mercado interno. A ideia é tornar o Brasil mais competitivo frente a rivais internacionais na atração de investimentos em infraestrutura digital.

A organização das frentes parlamentares e o setor produtivo justificam a atuação como forma de manter o Brasil competitivo e evitar a queda de investimentos no setor. O próximo passo envolve negociações entre o governo, o Senado e os representantes das empresas para avançar com o texto do Redata e o eventual alinhamento de fontes de energia que compõem o arcabouço de incentivos.

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