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Deputado grava vídeo lavando a barba com detergente e cita Ypê

Vídeo de deputado lavando a barba com detergente reacende a polêmica sobre suspensão de lotes da Ypê pela Anvisa, ampliando a polarização entre bolsonaristas e governo

Sargento Fahur é deputado federal pelo Paraná (PL) desde 2019 - (crédito: Reprodução/Redes sociais)
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  • Deputado federal Sargento Fahur publicou vídeo em redes sociais lavando o próprio bigode com produto da marca Ypê, ironizando a suspensão de lotes pela Anvisa.
  • A Anvisa suspendeu e recolheu lotes da Ypê por suspeita de contaminação microbiológica, dizendo que a medida foi técnica e preventiva.
  • A gravação de Fahur alimentou um embate entre apoiadores de Bolsonaro e integrantes do governo, fortalecendo a polarização em torno da decisão da agência.
  • Parte da direita passou a sustentar que a ação da Anvisa teria motivação política, associando a empresários que apoiaram Bolsonaro em 2022; há registros de vídeos com detergente sendo usado de formas incomuns.
  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não houve perseguição política e que a Anvisa não tem lado partidário; o diretor responsável pela decisão foi indicado durante o governo Bolsonaro.

O deputado federal Sargento Fahur publicou nesta terça-feira (12/5) um vídeo em suas redes sociais. Nele, ele lava o próprio bigode com um detergente da marca Ypê e ironiza a decisão da Anvisa de suspender lotes da empresa por suspeita de falhas sanitárias.

A Anvisa confirmou a suspensão e o recolhimento de lotes da Ypê por suspeita de contaminação microbiológica. A medida foi descrita pelo órgão como técnica e preventiva, visando evitar riscos à população.

O episódio intensificou a polarização entre apoiadores de Bolsonaro e integrantes do governo. Vídeos com avaliações críticas à agência circularam entre perfis ligados à direita, contendo humor sobre os alertas sanitários.

Posição das autoridades

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não houve perseguição política e que a Anvisa atua sem alinhamento partidário. Padilha ressaltou que o grupo dirigente da decisão foi indicado em governos anteriores.

Responsáveis pela agência não comentaram o caso até o fechamento deste texto. A reportagem tentou contato com o gabinete de Fahur, mas não houve retorno.

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