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Deputado Marcelo Queiroz é alvo de busca por fraude em secretaria do Rio

Polícia Federal realiza buscas em inquérito sobre fraudes em licitações da Secretaria de Agricultura do Rio, com possível envolvimento do deputado Marcelo Queiroz

Deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) — Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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  • A Polícia Federal cumpriu doze mandados de busca e apreensão nesta terça-feira no inquérito sobre fraudes em licitações da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro, que o deputado Marcelo Queiroz comandou de outubro de 2019 a março de 2022.
  • Segundo a PF, o esquema envolvia direcionamento de licitações para a empresa Consuvet, com contratos somando cerca de R$ 200 milhões para castrações e microcirurgias de cães e gatos no serviço público estadual.
  • A investigação aponta que a ex-subsecretária Camila Costa da Silva, próxima de Queiroz, manipulava as licitações; o deputado estaria ciente do esquema e assinou contratos e aditivos.
  • A autorização para as buscas foi assinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, devido ao foro especial do parlamentar.
  • O patrimônio de Queiroz teria aumentado 665% entre 2022 e 2024, chegando a R$ 7,6 milhões; a defesa negou irregularidades e disse aguardar esclarecimentos.

O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) foi alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (12) no âmbito de um inquérito da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações na Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seappa), cuja gestão ele chefiou entre outubro de 2019 e março de 2022. Queiroz atua hoje como secretário de Administração da Prefeitura do Rio.

A PF aponta que o esquema envolvia o direcionamento de contratos para a empresa veterinária Consuvet. Os desvios teriam ocorrido entre 2021 e 2023, com licitações sem transparência, superfaturamento de valores e aditamentos sem evidência de prestação de serviços. Os contratos investigados somariam cerca de R$ 200 milhões.

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do STF, por o deputado possuir foro privilegiado. A apuração envolve também a ex-subsecretária Camila Costa da Silva, apontada como funcionária de confiança de Queiroz responsável por manipular as licitações em favor da Consuvet.

Avanços da investigação e atuação de Queiroz

A PF aponta que Queiroz tinha ciência do esquema e assinou contratos e aditivos assim que as solicitações chegavam à sua mesa. A polícia descreve que Camila era orientada pelo deputado, que assinava aditivos de forma célere e, segundo a PF, sem pareceres técnicos ou jurídicos intermediários.

A autorização de busca também cita que a companheira de Queiroz ajudou a esconder um celular da ex-subsecretária durante diligência anterior. O aparelho foi encontrado na residência da mulher, o que motivou novas diligências para esclarecer a participação do deputado no que apuram como organização criminosa.

Patrimônio, defesa e posicionamentos

Entre 2022 e 2024, o patrimônio de Queiroz teria crescido cerca de 665%, chegando a aproximadamente R$ 7,6 milhões. A PF pondera que o aumento pode ter relação com uma herança, visto que o pai do parlamentar morreu nesse período. A defesa afirma tratar-se de tentativa de vincular o deputado a problemas do governo estadual, sustentando que as acusações são infundadas e ocorrentes de período eleitoral.

A Seappa não se manifestou até o momento. A Consuvet informou que prestou esclarecimentos solicitados e negou irregularidades, assegurando total transparência e disposição para colaborar com as autoridades.

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