- Salles e Eduardo Bolsonaro estão em briga pública após a decisão do PL de não incluir o ex-ministro no Senado.
- Salles afirmou que Eduardo foi para os Estados Unidos e criticou ações contra o Brasil; Eduardo chamou Salles de biruta de vento político.
- O debate ocorre em meio à disputa pela segunda vaga ao Senado, com André do Prado (PL) indicado para concorrer e objetivo de favorecer Eduardo como primeiro suplente; a outra vaga seria de Guilherme Derrite (PP).
- Salles disse que poderia não disputar, desde que Prado fosse vice-prefeito de São Paulo; afirmou que haveria pagamento milionário e pediu provas sobre supostos acordos financeiros com Prado; Eduardo exigiu que ele apresentasse evidências.
- O deputado também acusou a “turma do Valdemar” de corrupção no DNIT, mencionando uma suposta limpeza promovida por Tarcísio de Freitas; Valdemar anunciou que vai processar Salles.
O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) protagonizam uma troca de farpas pública após a escolha da chapa do PL ao Senado deixar de fora o ex-ministro do governo Bolsonaro. A declaração de Salles ocorreu durante entrevista ao podcast IronTalks, no sábado, 9, quando criticou Eduardo e o posicionamento do PL. Ele afirmou que o ex-ministro deixou o Brasil para atuar contra o país, em referência a críticas ao tarifaço e às atitudes de Eduardo no cenário político.
A discussão ocorre em meio à disputa pelo Senado para 2026, na qual partidos buscam renovar duas cadeiras de cada estado. No contexto paulista, o PL apoia André do Prado para o Senado com Eduardo como primeiro suplente, numa estratégia que pode ceder o posto a Eduardo caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. A outra vaga já está reservada ao deputado Guilherme Derrite, do PP. Do lado da esquerda, Simone Tebet aparece como favorita para a primeira cadeira, com Marina Silva e Márcio França disputando a segunda vaga.
Salles afirma que poderia não concorrer, desde que o PL escolhesse o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, como condição. Ele ainda associou a decisão de Prado a um suposto pagamento milionário, baseando-se em conversas de bastidores, e desafiou Eduardo a esclarecer as acusações de corrupção. Eduardo respondeu, desafiando Salles a apresentar provas concretas sobre qualquer acordo financeiro entre ambos.
Paralelamente, Salles citou supostas retaliações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para não aproximar Prado do governo, alegando que Tarcísio teria promovido uma limpeza no DNIT durante sua gestão, o que, segundo o deputado, seria motivo de resistência à aliança com o PL. O ex-ministro informou que não apresentou provas, mas sugeriu que o público busque dados sobre o tema. Em resposta, Valdemar Costa Neto, líder do PL, afirmou que processará Salles por declarações feitas em veículo de imprensa.
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