- O ministro Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira, 12, com André Mendonça como vice, em posses marcada para as 19h.
- A gestão deve adotar um estilo mais reativo, centrado na confiabilidade das urnas, agindo quando provocado pelas campanhas.
- A atuação de Moraes em 2022 foi mais atuante, com maior controle sobre plataformas e remoção de conteúdos de fake news, além de monitoramento ativo de perfis.
- Nunes Marques, conciliador e com ampla influência no meio jurídico, pode desempatar votos e definir a pauta, enfrentando temas espinhosos como o uso de inteligência artificial nas campanhas.
- Temas já em pauta incluem ações envolvendo Lula, Flávio Bolsonaro e o uso de IA, como o caso do samba-enredo que homenageou Lula e o perfil de IA “Dona Maria” nas redes.
O ministro Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, com André Mendonça como vice. A solenidade de posse está marcada para as 19h. A mudança pode alterar o perfil de atuação da corte durante as eleições de 2026.
Nunes Marques sinaliza foco na confiabilidade das urnas, mantendo postura mais reservada diante de ataques ao sistema. A tendência apontada é atuação menos reactiva do Judiciário, respondendo às campanhas apenas quando provocada.
A gestão anterior, sob Alexandre de Moraes, teve característica mais assertiva, com medidas contra conteúdos considerados fake news e criação de órgãos de monitoramento ativo. O novo comando pode promover equilíbrio entre atuação institucional e liberdades digitais.
Perfil e contexto
Nunes Marques é visto como conciliador e com forte trânsito no meio jurídico e político. Mendonça, também indicado pelo ex-presidente Bolsonaro, já proferiu votos alinhados a setores bolsonaristas, o que influencia expectativas sobre o estilo da gestão.
Desafios à frente
Entre os temas a tratar na corte aparecem o uso de inteligência artificial nas campanhas e ações judiciais envolvendo figuras públicas. Casos de alto interesse público podem exigir decisões rápidas e fundamentadas, mantendo o TSE como órgão central do processo eleitoral.
Perspectivas para a imprensa e o processo eleitoral
A atuação do TSE sob a nova presidência deve buscar equilíbrio entre prevenção de desinformação e respeito às garantias constitucionais. A agenda histórica em pauta envolve monitoramento de conteúdos, decisões sobre diretrizes para plataformas e a integridade do pleito.
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