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Entenda como funciona o novo plano de Lula contra o crime organizado.

Governo lança o plano Brasil contra o Crime Organizado, com R$ 11 bilhões para sufocar o dinheiro das facções, reformar presídios e ampliar as perícias

Lula e o ministro da Justiça, Lima e Silva, que costurou com outros ministérios o programa lançado nesta terça-feira (12). (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)
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  • Governo lança o programa Brasil contra o Crime Organizado, com investimento de 11 bilhões de reais, condicionando recursos à adesão dos estados às novas regras.
  • Do total, 1,06 bilhão de reais virá do Orçamento da União em 2026; 10 bilhões serão financiados por empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estados que aceitarem as condições.
  • A estratégia de asfixia financeira busca neutralizar empresas, fundos e logísticas usados por milícias e facções para lavar dinheiro; será criada a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em nível nacional.
  • 138 presídios estaduais devem seguir padrões rígidos semelhantes aos federais, com bloqueadores de celular eficazes, novos scanners e raios X, além de maior isolamento de lideranças criminosas.
  • O plano também mira melhorar a resolução de homicídios, com fortalecimento das polícias científicas, aquisição de equipamentos de DNA e padronização de bancos de dados entre estados. Também haverá monitoramento de rotas de tráfico de armas via drones, helicópteros e tecnologia de fronteira, e fortalecimento da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas (Renarm).

O governo federal lançou nesta terça-feira o programa Brasil contra o Crime Organizado, com investimento de 11 bilhões de reais. A proposta visa asfixiar o caixa de facções, reforçar a segurança em presídios e exigir adesão de estados às novas regras.

Do total, 1,06 bilhão virá do Orçamento da União para 2026. Outros 10 bilhões serão empréstimos do BNDES aos estados que aceitarem as condições para aquisição de equipamentos, reformas e tecnologia.

A estratégia de asfixia financeira pretende neutralizar empresas, fundos e esquemas logísticos usados por milícias. Será criada a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) para centralizar investigações sobre o patrimônio criminoso.

Mudanças nos presídios estaduais

138 presídios geridos pelos estados devem adotar padrões semelhantes aos das federais. Entre as medidas estão bloqueadores de sinal, scanners de raios-X mais modernos e isolamento mais rígido de lideranças, buscando interromper ordens de dentro das celas.

Fortalecimento de perícias e bancos de dados

O plano também mira o aumento da resolução de homicídios, hoje estimada em 36%. Haverá construção de capacidades para polícias científicas, com equipamentos de DNA e padronização de bancos de dados entre estados.

Combate ao tráfico de armas

Entre os eixos, o governo pretende rastrear rotas de tráfico com drones, helicópteros e tecnologia de fronteira. A Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas (Renarm) receberá apoio para fiscalizar desvios e origem de munições e explosivos.

Sobre o financiamento e implementação

Recursos do BNDES serão destinados a estados que aderirem ao programa, para compra de equipamentos, reformas e tecnologia. A iniciativa exige que estados cumpram as regras para ter acesso aos empréstimos.

Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. para entender a íntegra do tema, leia a reportagem completa.

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