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Fachin pede destaque após maioria do STF contra a revisão da vida toda

Fachin pede destaque; STF forma maioria contra a revisão da vida toda e julgamento é reiniciado no plenário, sem data definida

Brasília (DF), 02/02/2026 - O presidente do STF, Edson Fachin, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • STF formou maioria de sete votos a um contra a proposta da “revisão da vida toda” para aposentados que já tinham ação em andamento.
  • Após a decisão, o presidente Edson Fachin pediu destaque, levando a continuidade do tema para o plenário da Corte.
  • A revisão permitiria recalcular benefícios com base em contribuições anteriores a julho de mil novecentos noventa e quatro, potencialmente aumentando valores.
  • O placar atual, com o destaque solicitado, será zerado e a discussão reiniciada; ainda não há data para retomar o julgamento.
  • Votaram com o relator Kassio Nunes Marques os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Luiz Fux; o ministro Dias Toffoli houve voto divergente.

O STF formou maioria, nesta segunda-feira, contra a chamada “revisão da vida toda” para aposentados que já haviam buscado o recálculo de seus benefícios. A decisão foi de sete votos a um.

Após a formação da maioria, o presidente Edson Fachin pediu destaque para levar o tema ao plenário físico da Corte, interrompendo o julgamento virtual. A continuidade da discussão ainda não tem data marcada.

O que é a revisão da vida toda

A proposta previa recalcular o INSS com base em contribuições anteriores a julho de 1994, quando entrou em vigor o Plano Real. Em alguns casos, o valor pago aos beneficiários poderia aumentar.

Contexto e participação

A Corte analisava recurso da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. O tribunal já havia sinalizado contra a tese em 2024, antes da decisão que foi “zerada” com o pedido de destaque.

Votos e desdobramentos

O relator Kassio Nunes Marques acompanhou a linha de que o tema já foi debatido exaustivamente. Votaram com o relator Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Apenas Dias Toffoli abriu voto divergente.

Por que o tema volta ao plenário

Toffoli argumentou que muitos aposentados confiaram na tese, que havia sido aceita em 2022. A mudança de posição da Corte em 2024 frustraria expectativas de segurados que ajuizaram ações com esse objetivo.

Situação atual

Com o pedido de destaque, o placar é zerado e a discussão será reiniciada no plenário. Não há data definida para a retomada do julgamento.

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