- O senador Eduardo Girão criticou gastos de tribunais de contas com participação em eventos internacionais na Espanha e nos Estados Unidos, durante sessão por videoconferência.
- Segundo ele, houve pagamento de diárias e passagens para conselheiros e integrantes de tribunais de contas estaduais e do Tribunal de Contas da União.
- Girão afirmou ter encaminhado ofícios ao TCU e ao Tribunal de Contas do Ceará para obter informações detalhadas sobre custos e justificativas.
- O levantamento citado aponta participação de representantes de doze tribunais estaduais, um tribunal municipal e o TCU em congressos em Granada e Orlando, com diárias estimadas em R$ 1,2 milhão e passagens acima de R$ 182 mil.
- O senador também questionou indicações de parentes de ministros e ex-governadores para cargos em tribunais de contas, citando casos no Ceará, Bahia e Piauí, e pediu maior rigor nas nomeações e nas despesas.
Durante a sessão plenária por videoconferência nesta terça-feira (12), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou gastos de tribunais de contas com participação em eventos internacionais na Espanha e nos Estados Unidos. Segundo ele, foram pagas diárias e passagens para conselheiros e integrantes de cortes de contas estaduais e do TCU. Girão encaminhou ofícios solicitando informações detalhadas sobre custos e justificativas.
Ele afirmou que o levantamento do portal Metrópoles aponta participação de representantes de 12 tribunais estaduais, um municipal e do TCU em congressos em Granada, Espanha, e Orlando, EUA. Segundo o senador, apenas com diárias o gasto chegaria a R$ 1,2 milhão, além de mais de R$ 182 mil em passagens aéreas. No Ceará, o TCE-CE teria autorizado R$ 136 mil para participação de conselheiros e de um procurador.
Girão também questionou indicações de parentes de ministros e ex-governadores para cargos em tribunais de contas estaduais. Ele mencionou, entre os casos, a conselheira Onélia Maria Moreira de Santana, esposa do senador Camilo Santana, criticando o modelo de escolha para esses cargos. O senador afirmou que situações semelhantes ocorrem em outros estados e pediu maior rigor na análise de nomeações e despesas.
Ele citou ainda o Nordeste como referência de casos semelhantes, destacando que, segundo ele, nomes indicados por gestores de estados como Bahia e Piauí estariam ligados a familiares de figuras políticas. O objetivo, na visão dele, é ampliar a transparência e o controle sobre as contratações e gastos com eventos internacionais.
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