- Governo Lula tem buscado interlocução com Kassio Nunes Marques para cobrar firmeza no combate a fake news durante a eleição, especialmente com o uso de IA.
- Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira, 12; foi indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Assessores do governo temem que o ministro adote um pulso menos firme e influencie decisões, especialmente em temas ligados à desinformação.
- O entorno de Nunes Marques destaca postura não intervencionista, e bolsonaristas reclamam que ele não houve atuar para postergar julgamento que deixou Bolsonaro inelegível.
- A posse marca a primeira vez que ministros indicados por Bolsonaro comandam o TSE durante um pleito, com o processo eleitoral de 2026 tendo primeiro turno previsto para 4 de outubro.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca aproximação com o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, para cobrar firmeza no combate às fake news durante o processo eleitoral deste ano. A ideia é manter pressão para evitar desinformação que possa influenciar o pleito.
Nunes Marques assume a presidência do TSE nesta terça-feira,12, conforme anúncio de agenda oficial. O magistrado foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro e é visto como mais contido, com perfil menos conflituoso em temas polêmicos.
Interlocutores petistas destacam preocupação com o uso de IA na disseminação de notícias falsas e temem que o diálogo com partidos de direita influencie decisões do tribunal. Ainda assim, o entorno do ministro ressalta postura não intervencionista em decisões.
Contexto e próximos passos
A posse de Nunes Marques, em conjunto com o ministro André Mendonça, marca a primeira vez que indicados por Bolsonaro comandarão o TSE durante um pleito. O processo eleitoral de 2026 tem o primeiro turno previsto para 4 de outubro.
No dia seguinte à posse, o TSE já agendou um teste público para avaliar aprimoramentos após o teste de urnas realizado em dezembro de 2025. As informações são de fontes oficiais e cobertura da imprensa.
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