- Governo vai lançar linha de financiamento para compra de veículos por motoristas de apps, com anúncio nos próximos dias.
- Meta é reduzir custos com locação, permitindo que o profissional use o trabalho para adquirir o carro.
- Lei de regulamentação dos apps não avançou devido a pressão das plataformas; governo se manteve contrário ao texto apresentado.
- Debate sobre regulamentação ficou para depois, com divergências sobre remuneração; novo relatório não prevê tarifa mínima, mas estabelece média semanal de desconto máximo de 30% para as plataformas.
- Convênio com o Banco do Brasil criará cem postos de apoio aos motoristas; plataformas deverão divulgar quanto recebem de cada atuação na nota, destacando quanto vai ao motorista e quanto fica para a plataforma.
O governo anunciará uma linha de financiamento para a compra de veículos por motoristas de aplicativos, como Uber. A iniciativa foi apresentada por Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, em programa de rádio da EBC. Detalhes devem sair nos próximos dias.
A medida busca reduzir custos com locação de carros, permitindo que motoristas utilizem o crédito para adquirir o bem. Segundo Boulos, a linha facilitará que o trabalho vire investimento em ativo, ao invés de apenas custo operacional.
A discussão sobre regulamentação de motoristas de aplicativos ficou em segundo plano após mudanças no PL 152, segundo o Planalto. O relator teria modificado o texto diante de pressões de plataformas como Uber, iFood e 9, sem avançar nos direitos do trabalhador.
Regulamentação e remuneração
O governo Lula adiou o tema para depois, mantendo o debate sobre remuneração em aberto. O novo relatório do relator Augusto Coutinho não prevê tarifa mínima para motoristas, mas estabelece uma média semanal de desconto máximo de 30% para as plataformas.
Para entregadores, o relator mantém piso diferente: o texto prevê pagamento mínimo de R$ 8,50 por corridas de até 4 km para motoboys e bikeboys, valor contestado por movimentos que reivindicam piso de R$ 10.
Ações de apoio aos profissionais
Em parceria com o Banco do Brasil, o governo criará cem pontos de apoio para motoristas nas principais cidades. Esses postos terão como objetivo assistência, orientação financeira e acesso a serviços.
Outra mudança atende à maior transparência: plataformas como Uber e iFood deverão informar, no recibo, quanto recebem por cada venda, quanto fica com o motorista e quanto vai para a plataforma.
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