- A União Europeia atualizou a lista de países autorizados a exportar animais e derivados, excluindo o Brasil a partir de 3 de setembro de 2026.
- A decisão exige garantias de que o Brasil não utiliza antimicrobianos para crescimento ou rendimento na pecuária.
- O governo brasileiro afirmou ter recebido a notícia com surpresa e vai trabalhar para reverter a decisão.
- O chefe da Delegação do Brasil na UE tem reunião marcada para amanhã, 13, com autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações.
- Mesmo com a mudança, o Brasil mantém as exportações de produtos de origem animal enquanto busca solução, sendo o maior exportador mundial de proteínas animais e principal fornecedor à UE.
O governo brasileiro pretende contestar a decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de exportadores autorizados de proteínas animais e derivados usados na alimentação. A medida afeta produtos sujeitos ao uso de antimicrobianos na pecuária.
A decisão foi publicada pela UE e validada pelos Estados-membros. A partir de 3 de setembro de 2026, apenas países que cumprirem as exigências poderão manter o acesso ao mercado europeu. O Brasil deve apresentar garantias sobre o uso dessas substâncias.
O Ministério da Agricultura, o MDIC e o Ministério das Relações Exteriores divulgaram uma nota conjunta. O governo disse ter recebido a notícia com surpresa e indicou ações para reverter a exclusão.
A nota destaca que as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem ocorrendo normalmente no momento. Também informa que a delegação brasileira junto à UE terá reunião com as autoridades sanitárias do bloco amanhã, 13 de maio.
Segundo as pastas, o Brasil é o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e um importante fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu. O governo pretende manter o fluxo de vendas para a UE, preservando o emprego e a segurança sanitária.
Próximos passos
- Delegação brasileira se reunirá com autoridades da UE para esclarecer a decisão.
- Medidas serão adotadas para demonstrar conformidade com as normas sanitárias da União.
- A autoridade brasileira deverá apresentar garantias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
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