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Governo não apoiará fim da escala 6×1 com transição longa, diz Boulos

Governo não apoiará fim da escala 6x1 com transição longa; admite adaptação para reorganizar escalas, mas não permite postergação da redução para quarenta horas

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência — Foto: Daniel Fagundes/Valor
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  • O ministro Guilherme Boulos afirmou que o governo não vai apoiar um projeto de fim da escala 6×1 com transição longa.
  • Ele sugeriu um período de adaptação para as empresas readequarem as escalas, mas não admite empurrar a redução da jornada de 44 para 40 horas apenas com a ideia de transição.
  • A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Bom dia, Ministro, nesta terça-feira (11).
  • Apesar de respaldo político e apoio da população, setores produtivos demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos.
  • Boulos disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta, acelerou a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 após o envio de projeto de lei com urgência constitucional, e alertou para a possibilidade de postergação se a PEC ficar parada no Senado.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, disse nesta terça-feira que o governo não apoiará um fim da escala 6×1 com uma transição longa. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Bom dia, Ministro.

Segundo ele, é possível prever um período de adaptação para que as empresas ajustem as escalas de trabalho, mas a redução da jornada de 44 para 40 horas não deve ser empurrada com a justificativa de uma transição longa. O objetivo é evitar postergações não justificadas.

Boulos afirmou que, mesmo com apoio político e popular, há resistência de parte do setor produtivo diante dos impactos econômicos esperados com a mudança na jornada. Ele destacou a necessidade de manter o ritmo de tramitação sem atrasos indevidos.

Contexto e posição do governo

O ministro comentou ainda sobre o papel do presidente da Câmara, Hugo Motta, em relação à PEC que prevê o fim da escala 6×1. Segundo ele, Motta acelerou a tramitação apenas após o governo anunciar um projeto de lei com urgência constitucional.

Alega que, se a PEC for aprovada na Câmara e ficar parada no Senado, pode haver manobra para contornar a urgência. Boulos pediu que a sociedade esteja atenta a possíveis postergações da proposta.

Trâmite legislativo e alerta público

Ele reforçou que o governo não aceitará artifícios para adiar a implementação da medida. A expectativa é de que a PEC avance dentro de biosfera legislativa, com avaliação de impactos e opções de transição que não prejudiquem a economia.

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