- Governo pressiona pela implementação rápida da finalização da escala 6×1, rejeitando qualquer transição longa, com a redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial.
- O ministro Guilherme Boulos disse que a transição não pode atrasar anos e que prazos curtos de adaptação podem ser aceitos.
- A proposta será discutida no Congresso na próxima quarta-feira (13), durante audiência pública da comissão especial que analisa a PEC do fim da 6×1.
- A medida foi formalizada em 13 de abril, com urgência constitucional para reduzir a jornada de 44 para 40 horas, manter dois dias de descanso remunerado e evitar redução salarial.
- O governo lançou a campanha “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito” para explicar os impactos, destacando possíveis ganhos de produtividade e redução de doenças relacionadas ao trabalho, citando dados de afastamentos.
O governo federal reforçou nesta terça-feira (12/5) a defesa de uma implementação rápida do fim da escala 6×1 e rejeitou propostas de transição longa. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Guilherme Boulos disse que o Lula busca evitar que a mudança perca relevância para o trabalhador. A ideia é garantir 40 horas semanais, dois dias de descanso e salário mantido.
Boulos afirmou que não haverá aceitação de prazos que adiem a efetivação por anos. Ele enfatizou que qualquer transição deve respeitar a redução efetiva da jornada, não apenas ampliar dias de folga sem reduzir as horas. O ministro admitiu prazos curtos de adaptação como possibilidade.
Proposta e próximos passos
O tema voltará ao centro do Congresso na quarta-feira (13), com audiência pública na comissão especial da Câmara sobre a PEC do fim da escala 6×1. O governo já formalizou a proposta em 13 de abril, com urgência constitucional para reduzir de 44 para 40 horas, manter salários e garantir dois dias de descanso.
Viés técnico e impactos previstos
Boulos argumentou que reduzir a jornada tende a aumentar a produtividade e a reduzir acidentes, citando possíveis ganhos econômicos e sociais. Ele também relacionou a discussão a dados de adoecimento mental ligados ao trabalho, destacando casos de afastamento por exaustão.
Campanha e mobilização
Como apoio à pauta, o governo lançou a campanha “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito”. A iniciativa circula em mídias digitais, TV, rádio, jornais, cinema e imprensa internacional, buscando conscientizar trabalhadores e empregadores sobre a mudança.
Contexto institucional
A PEC do fim da escala 6×1 foi formalizada após assinatura presidencial de Lula, em 13 de abril, com a proposição de reduzir de 44 para 40 horas semanais, assegurando dois dias de descanso e mantendo salários. Debates com governo e especialistas devem seguir nos próximos meses.
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