- Janja critica vídeos de apoiadores da direita que ingeriram detergente da marca Ypê após a Anvisa suspender temporariamente parte de seus produtos.
- A ação ocorreu após a Anvisa determinar recolhimento de lotes específicos de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes, decisão que teve reversão parcial dois dias depois.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a medida foi técnica e não teve ligação com qualquer grupo político; pediu que ninguém use detergentes para vídeos.
- A publicação de conteúdos gerou polarização, com influenciadores bolsonaristas associando a medida a interesses políticos; Michelle Bolsonaro também comentou o tema.
- A Anvisa contou com participação de órgãos estaduais da vigilância sanitária e destacou que o processo inclui análise técnica; o recolhimento de alguns lotes permanece até conclusão das avaliações.
Rosângela da Silva, a Janja, criticou nesta segunda-feira 11 a onda de vídeos de apoiadores da direita consumindo detergentes da marca Ypê. A ação ocorre após a Anvisa suspender temporariamente parte dos produtos.
A mobilização teve início após a Anvisa ordenar o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido e desinfetantes. Influenciadores bolsonaristas publicaram vídeos comprando e, em alguns casos, ingerindo o produto diante das câmeras.
A discussão ganhou contornos políticos, com parte dos apoiadores alegando motivação partidária. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também repercutiu a pauta com uma postagem envolvendo a marca.
Decisão da Anvisa
O episódio ganhou contornos técnicos ao longo da semana. Em 7 de março, a agência suspendeu a fabricação e o recolhimento de certos lotes com numeração final 1 devido a irregularidades em etapas críticas do processo produtivo.
Em 9 de março, a Anvisa, após recurso, liberou parcialmente os produtos recolhidos, mantendo o recolhimento dos lotes indicados até a conclusão das análises técnicas. A investigação envolve também órgãos estaduais de vigilância de São Paulo.
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