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Lula afirma que facções não terão espaço no Brasil

Lula lança o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, com R$ 11,1 bilhões para combater o crime em todos os níveis e devolver território ao povo brasileiro

O presidente Lula durante lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado
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  • O presidente Lula disse que organizações criminosas “em pouco tempo não serão mais donas de nenhum território” no Brasil, devolvendo o território ao povo brasileiro, durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado no Planalto, em 12 de maio de 2026.
  • O pacote soma treze bilhões de reais (R$ 11,1 bilhões) divididos em quatro eixos: presídios de segurança máxima, asfixia financeira do crime organizado, fortalecimento da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas; mais R$ 10 bilhões virão via BNDES para estados e municípios que aderirem formalmente.
  • O governo federal voltará a atuar na segurança pública de forma multilateral, sem atropelar governadores, citando a PEC da Segurança Pública como exemplo de cooperação.
  • Segundo Lula, o crime organizado está presente em vários setores da sociedade, não apenas em favelas; o presidente afirmou que às vezes o topo do crime está “no andar de cima, de gravata, tomando uísque”.
  • Estiveram presentes na cerimônia diversos auxiliares e autoridades, entre eles o vice-presidente, o ministro da Justiça e representantes de setores de segurança, governadores e representantes do Congresso e da Justiça.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado no Palácio do Planalto. O anúncio ocorreu na terça-feira, 12 de maio de 2026, durante cerimônia oficial. O governo detalhou um pacote de 11,1 bilhões de reais com foco no combate à criminalidade, visando devolver o território ao povo brasileiro e ampliar a atuação federal.

O programa reúne quatro eixos de ação: construção de presídios de segurança máxima em 138 unidades, medidas para asfixiar financeiramente o crime organizado, fortalecimento das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas. Além disso, outros 10 bilhões de reais devem chegar via BNDES para estados e municípios que aderirem formalmente ao plano.

Lula afirmou que o crime organizado não está restrito a comunidades específicas e pode emergir em diversos setores da sociedade, incluindo, segundo ele, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário. O presidente ressaltou que a Constituição de 1988 transferiu grande parte da segurança pública para os estados e defendeu a atuação federal de forma cooperativa, citando a PEC da Segurança Pública como exemplo de trabalho multilateral.

Participantes

Na cerimônia, estiveram presentes diversas autoridades. Entre elas, o vice-presidente Geraldo Alckmin; o procurador-geral da República Paulo Gonet; o presidente da Câmara, Hugo Motta; ministros da Justiça, Meio Ambiente, Cultura e Comunicações; além de representantes de órgãos de segurança pública e da sociedade civil. A lista completa incluiu membros de secretarias de segurança e de ministérios diversos, como o Ministério da Justiça, o MMA, o MinC e o Ministério das Comunicações, bem como representantes do Senado e do Poder Judiciário.

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