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Lula anuncia criação do Ministério da Segurança, se a PEC for aprovada

Lula afirma que criará o Ministério da Segurança Pública se a PEC for aprovada pelo Senado, com o programa de R$ 11,1 bilhões em foco

O presidente Lula durante lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que criará o Ministério da Segurança Pública caso a PEC sobre o tema seja aprovada pelo Senado; a proposta tramita no Senado desde março.
  • A declaração ocorreu no lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto, em 12 de maio de 2026.
  • O programa tem rubrica de 11,1 bilhões de reais, operando em quatro eixos: presídios de segurança máxima, asfixia financeira do crime, investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas; R$ 10 bilhões estão disponíveis via BNDES para estados e municípios que aderirem.
  • A PEC pretende criar fontes de receita autônomas para a segurança pública, blindando fundos relevantes e destinando 10% a 30% da arrecadação gradual para esses fundos, além de 10% do superávit do Fundo Social do Pré-Sal.
  • Sem a aprovação da PEC, a continuidade do programa fica sujeita às variações do orçamento anual.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que criará o Ministério da Segurança Pública caso a PEC sobre o tema seja aprovada pelo Senado. A proposta está em análise na casa desde março. O anúncio ocorreu durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Planalto, nesta terça-feira (12/05/2026).

Lula explicou que sempre se opôs à criação do ministério sem definição do papel do governo federal na área. Ele lembrou a origem da divisão de responsabilidades pela segurança entre estados na Constituição de 1988, após o período da ditadura.

O programa lançado nesta terça soma R$ 11,1 bilhões e tem quatro eixos: presídios de segurança máxima, asfixia financeira do crime, investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas. Do total, R$ 10 bilhões ficam disponíveis via BNDES para estados e municípios participantes.

PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA

A proposta assegura fonte de receita autônoma para o programa, constitucionalizando o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional. Propõe ainda destinar de 10% a 30% da arrecadação aos fundos, além de 10% do superávit do Fundo Social do Pré-Sal.

A Câmara aprovou o texto, que agora tramita no Senado sob a supervisão de Davi Alcolumbre. O tema é central para o Planalto em ano eleitoral, com o governo buscando viabilidade após derrotas recentes no Legislativo.

O governo sinalizou que o início das ações do programa não depende apenas da PEC, mas a continuidade está condicionada à aprovação da proposta. Sem a aprovação, os recursos poderão sofrer variações conforme o orçamento anual.

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