- Lula chamou Eduardo Bolsonaro de “fujão” e citou críticas dele à vacinação durante a cerimônia de sanção da lei que cria o Dia Nacional em memória das vítimas da Covid-19, nesta segunda-feira, 11.
- O presidente defendeu a responsabilização de quem conduziu a gestão da pandemia no governo de Jair Bolsonaro.
- Eduardo deixou o Brasil há pouco mais de um ano e teve o mandato cassado pela Câmara no fim do ano passado por ter acumulado mais faltas do que o permitido.
- Ele é réu no Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo; a Procuradoria-Geral da República afirma que atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação contra o pai.
- A lei sancionada institui o dia 12 de março para homenagear as vítimas da Covid-19, em um país que já registrou mais de 716 mil mortes.
Luiz Inácio Lula da Silva criticou a gestão da pandemia durante a cerimônia de sanção da lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, nesta segunda-feira, 11. O presidente se referiu a Eduardo Bolsonaro como “fujão presente nos Estados Unidos”. A fala ocorreu ao defender a responsabilização por ações do governo durante o período.
Lula mencionou declarações de Bolsonaro contra a vacinação e a aquisição de imunizantes, citando uma entrevista publicada em 19 de dezembro de 2020 no canal do filho dele. O objetivo, segundo o presidente, foi apontar riscos de decisões que teriam influenciado a condução da pandemia no Brasil.
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil pouco depois do início das investigações sobre atos democráticos de 8 de janeiro. O ex-parlamentar teve o mandato cassado pela Câmara no fim do ano passado por acumular faltas, conforme registro institucional.
Contexto jurídico e financeira da denúncia
Eduardo é réu em ação penal no STF por coação no curso do processo. Segundo a PGR, ele atuou nos EUA para pressionar autoridades brasileiras e buscar apoio do governo americano em favor de sanções e tarifas contra o Brasil, em resposta ao julgamento envolvendo o pai.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que, quando ocupava o cargo de chefe do Executivo, Jair Bolsonaro apresentou suposta ignorância sobre a pandemia e desrespeitou orientações técnicas, reforçando a necessidade de responsabilização daqueles envolvidos.
A lei sancionada prevê o dia 12 de março como data de homenagem às vítimas da doença no Brasil, marco que também registra a data da primeira morte causada pela Covid-19 no país. O total de óbitos no Brasil ultrapassou 716 mil.
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