- Lula chamou Eduardo Bolsonaro de “fujão” e criticou a atuação do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19.
- O presidente citou declarações antivacina de Bolsonaro e afirmou que Eduardo estaria nos Estados Unidos tentando pregar um golpe contra o Brasil.
- Eduardo Bolsonaro deixou o país há pouco mais de um ano; teve o mandato cassado pela Câmara no fim do ano passado por faltas graves.
- Eduardo é réu no STF em ação penal por coação no curso do processo, com alegações de pressionar autoridades dos EUA para influenciar o julgamento do caso do pai.
- A cerimônia ocorreu durante a sanção de lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da covid-19, visando homenagear as vítimas; o país soma mais de seiscentos e dezesseis mil óbitos.
Luiz Inácio Lula da Silva criticou Eduardo Bolsonaro durante cerimônia de sanção de uma lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. O presidente afirmou que Eduardo, que reside nos Estados Unidos, atua de forma a tentar influenciar o Brasil, e chamou o ex-deputado de fujão. A fala ocorreu nesta segunda-feira, 11, em Brasília, no ato de oficialização da lei.
Lula também criticou a gestão da pandemia durante o governo de Jair Bolsonaro, dizendo que houve ignorância sobre o tema e que houve resistência a orientações técnicas. O presidente defendeu a responsabilização daqueles que contribuíram para a condução inadequada da pandemia, inclusive figuras próximas ao governo da época.
Contexto sobre Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro está afastado do Brasil há pouco mais de um ano, após o fortalecimento de investigações ligadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e a uma sequência de eventos que culminou na condenação do pai, o ex-presidente. Recentemente, teve o mandato cassado pela Câmara por acumular faltas, situação que o levou a residir nos Estados Unidos.
O ex-parlamentar é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele atuou no exterior para pressionar autoridades brasileiras e buscar apoio do governo americano para impor sanções ao Brasil em resposta a decisões sobre o caso envolvendo o pai.
Dia Nacional em memória da Covid-19 e dados da pandemia
A cerimônia celebrou a sanção da lei que institui 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A norma também registra a data da primeira morte provocada pela doença no Brasil. Até o momento, o país registrou mais de 716 mil óbitos em decorrência da infecção pelo coronavírus.
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