- Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficaram lado a lado na cerimônia de posse de Kássio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
- Messias compareceu ao evento, mas sentou-se no plenário junto aos convidados; a indicação dele para o STF foi rejeitada pelo Senado duas semanas antes, fato inédito desde 1894.
- Na mesa das autoridades, Lula ficou à direita de Cármen Lúcia e à esquerda de Alcolumbre, que preside o Congresso.
- Em evento paralelo, Lula anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública assim que a PEC correspondente for votada e aprovada pelo Senado.
- Nos bastidores, o clima entre Lula e Alcolumbre segue tenso, com encontros e tentativas de reunião que normalmente ficam sem confirmação.
Duas semanas após a rejeição da indicação do ministro Jorge Messias para o STF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, participaram juntos da posse de Kássio Nunes Marques no Tribunal Superior Eleitoral. A presença dos dois ocorreu na cerimônia de transmissão de cargo na Suprema Corte eleitoral.
Lula ficou à direita de Cármen Lúcia, que deixou o cargo para Nunes Marques, e ao seu lado esquerdo ficou Alcolumbre, na condição de presidente do Congresso. Messias esteve presente no evento, sentado com convidados no plenário.
A decisão do Senado de rejeitar Messias para o STF foi histórica, não ocorria desde 1894. Até hoje, apenas cinco indicações presidenciais já haviam sido rejeitadas pela Casa para ocupar a Corte.
Projeções e programas do governo
Mais cedo, durante o lançamento de um programa de combate ao crime organizado, Lula sugeriu a criação do Ministério da Segurança Pública, condicionando a medida à aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso. A PEC estava engavetada na Casa.
Nos bastidores, o clima entre Lula e Alcolumbre foi caracterizado como tenso por interlocutores ligados a ambos os lados. Em público, emissários do governo, como o ministro José Guimarães, discutiram com Alcolumbre a possibilidade de uma reunião com Lula. Entretanto, pessoas próximas ao presidente do Senado negaram esse gesto.
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