- Programa Brasil Contra o Crime Organizado é lançado no Palácio do Planalto, com orçamento de R$ 11,1 bilhões, para enfraquecer o crime organizado.
- Do total, R$ 968,2 milhões vão em aportes diretos e R$ 10 bilhões serão financiados a estados e municípios via FIIS (Fundo de Investimento em Infraestrutura Social).
- O evento ocorre no último ano do governo e a pouco mais de quatro meses das eleições de 2026.
- o programa terá quatro eixos estratégicos: asfixia financeira, fortalecimento do sistema prisional, qualificação da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas.
- os investimentos incluem R$ 302,2 milhões para fluxo financeiro criminoso, R$ 324,1 milhões para prisões, R$ 196,7 milhões para esclarecimento de homicídios e R$ 145,2 milhões para armas, com criação da RENARME e fortalecimento do SINARM.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, com um pacote de R$ 11,1 bilhões, nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. A cerimônia ocorreu em pleno último ano de governo, a pouco mais de quatro meses das eleições de 2026. O foco é desarticular as bases econômicas das facções criminosas.
Ato tem a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima da Silva, e apresentou medidas voltadas à segurança pública. Parte dos recursos é direta, mas o grosso será destinado a financiamentos para estados e municípios via FIIS, destinado a investimentos em infraestrutura social.
A iniciativa é apresentada como parte da agenda de segurança pública do governo e pretende consolidar a atuação federal frente ao tema. A proposta combina ações de combate ao crime organizado com aumento da presença da Polícia Federal nas fronteiras.
Lula mencionou, pela redes sociais, que uma linha de atuação é enfraquecer o potencial financeiro do crime organizado. O presidente destacou ainda a cooperação entre as aduanas brasileira e americana em ações contra tráfico de drogas e armas.
Eixos estratégicos
O programa está estruturado em quatro eixos. O primeiro, de combate à atividade financeira das organizações, receberá R$ 302,2 milhões e inclui fortalecimento das FICCOs, criação de um FICCO Nacional e leilões de bens apreendidos.
O segundo eixo, “Sistema prisional seguro”, terá R$ 324,1 milhões para reduzir a influência do crime dentro das prisões, com bloqueio de sinais, segurança máxima em unidades estratégicas e modernização tecnológica.
O terceiro eixo, “Esclarecimento de homicídios”, contará com R$ 196,7 milhões para ampliar a atuação de perícias, bancos de perfis genéticos e integração de sistemas de análise balística.
O último eixo, “combate ao tráfico de armas”, recebe R$ 145,2 milhões. Serão criadas a RENARME, o fortalecimento do SINARM e operações nas zonas de fronteira para rastrear a origem das armas.
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