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Milhares protestam na Argentina contra cortes universitários de Milei

Milhares marcham em Buenos Aires para exigir que o orçamento das universidades públicas seja atualizado pela inflação, mesmo com veto derrubado pelo Congresso

Milhares de pessoas ocupam avenida entre prédios altos em manifestação. Bandeiras vermelhas e faixas com inscrições políticas são visíveis no centro do grupo.
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  • Milhares de pessoas marcharam em Buenos Aires e em outras cidades do país para exigir que o presidente Milei cumpra a lei que atualiza o orçamento das universidades públicas.
  • O Congresso derrubou o veto de Milei à lei, mas o governo ainda não executou o aumento previsto para o financiamento.
  • A manifestação terminou na Praça de Maio e contou com estudantes, professores, pesquisadores, sindicalistas e líderes da oposição.
  • O texto determina que a verba destinada a cerca de 60 universidades públicas seja atualizada conforme a inflação.
  • O Supremo Tribunal Nacional de Justiça deve decidir sobre o tema após recurso apresentado pelo governo, que afirma não ter os fundos necessários para colocar a lei em prática.

Milhares de argentinos realizaram nesta terça-feira marchas pelo centro de Buenos Aires e por cidades do interior, reivindicando o cumprimento da lei que atualiza o orçamento das universidades públicas. O ato reuniu estudantes, professores, pesquisadores, sindicalistas e líderes da oposição. O objetivo é fazer o governo cumprir o texto aprovado pelo Congresso.

A manifestação terminou na Praça de Maio, após percorrer vias centrais da capital. O movimento carregou faixas e bandeiras pedindo a revalorização do orçamento universitário de acordo com a inflação. Os participantes criticaram os cortes anunciados pelo governo.

A controvérsia envolve o veto do presidente Milei a uma lei de 2025 que assegura o reajuste orçamentário para as universidades. Mesmo com a derrubada do veto pelo Congresso, o governo não implementou o financiamento previsto na norma.

Contexto orçamentário e jurídico

A lei publicada prevê atualização periódica dos recursos destinados a cerca de 60 instituições públicas. O objetivo é manter o financiamento compatível com a inflação, assegurando funcionamento e pesquisa.

O governo argumenta dificuldade de cobertura financeira, levando o tema a uma decisão do Supremo Tribunal Nacional de Justiça. Um recurso extraordinário aguarda análise para definir a obrigatoriedade do cumprimento da norma.

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