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Ministro alemão propõe controle do uso do TikTok na União Europeia

Ministro da Cultura da Alemanha defende que a UE assuma o controle do TikTok, citando coleta de dados de jovens e falta de transparência

Processo similar já aconteceu nos EUA após ameaças
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  • O ministro da Cultura da Alemanha, Wolfram Weimer, pediu que a União Europeia siga o exemplo dos Estados Unidos e coloque o controle do TikTok no bloco em mãos europeias.
  • Weimer disse que o TikTok coleta dados de jovens europeus em escala inimaginável e que essas informações vão para servidores de origens desconhecidas.
  • O ministro afirmou estar convencido de que a UE precisa saber como esses dados são tratados, considerados “dados mais íntimos”.
  • A ByteDance cedeu o controle das operações do TikTok nos Estados Unidos a uma empresa conjunta de controle norte-americana, após várias ameaças de proibição.
  • A Comissão Europeia não apoiou as declarações do ministro, e a empresa não comentou o caso, segundo a AFP.

O ministro da Cultura da Alemanha defendeu que a União Europeia adote o modelo dos Estados Unidos e passe a ter o TikTok sob controle europeu. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 12, em Bruxelas, antes de reunião da UE.

Weimer afirmou que o TikTok coleta dados de jovens europeus em grande escala e que esses dados podem ter origem e destino desconhecidos. Segundo ele, a União não tem clareza sobre o tratamento dessas informações.

Ele sustentou que o controle da rede deveria ficar nas mãos de europeus, em linha com o que ocorreu nos EUA após uma batalha judicial que levou a ByteDance a ceder parte das operações a uma empresa controlada por investidores norte-americanos. A Comissão Europeia não comentou o tema.

O TikTok já havia tentado reduzir preocupações ao armazenar dados de usuários no continente, mas a agência europeia não endossou as declarações do ministro. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário feitos pela AFP.

A fala ocorre em meio a debates sobre privacidade e segurança de dados na UE, com atenção direcionada ao possível uso da plataforma por autoridades e por empresas fora do bloco.

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