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Motta afirma que parecer sobre PL da Misoginia será apresentado em junho

Motta diz que GT apresentará parecer do PL da Misoginia até o início de junho, propondo equiparar injúria misogínia ao racismo com pena de dois a cinco anos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, participa do evento todos pela educação no B Hotel em Brasília Metrópoles 4 - Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o parecer sobre o PL da Misoginia será apresentado até o início de junho.
  • O projeto equipara a misoginia ao crime de racismo; a injúria misógina passa a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa.
  • O parecer é de um Grupo de Trabalho temporário; o texto já foi aprovado no Senado em 24 de março e segue para análise na Câmara.
  • Entre os pontos, o texto tipifica a injúria por misoginia, amplia condutas discriminatórias, exige exteriorização da conduta e ajusta o Código Penal para evitar sobreposição de crimes; a violência doméstica mantém regra específica com possibilidade de pena em dobro.
  • A proposta enfrenta resistência de bolsonaristas: Flávio Bolsonaro votou a favor no Senado; Eduardo Bolsonaro rejeita a agenda, e Nikolas Ferreira afirma que vai tentar derrubar o projeto.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou em 15/5 que o Grupo de Trabalho responsável pelo PL da Misoginia apresentará parecer até o início de junho. O objetivo é equiparar a misoginia ao crime de racismo, elevando a injúria misógina a pena de reclusão de 2 a 5 anos e multa. A declaração ocorreu durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto.

Motta ressaltou a relação entre segurança pública e combate ao feminicídio, destacando que a proteção das mulheres é parte central da agenda de segurança. O GT é temporário e tem funcionamento mais flexível do que as comissões permanentes, com deputados indicados pelos partidos para analisar o tema e propor encaminhamentos.

O PL da Misoginia recebeu aprovação unânime no Senado em 24 de março e agora segue para análise na Câmara. O texto propõe incluir a misoginia na Lei do Racismo, com punição mais severa para injúrias que exteriorizam ódio contra mulheres, além de ampliar o alcance para práticas de discriminação.

Principais pontos do projeto incluem a tipificação da injúria por misoginia quando a ofensa tem base no sexo feminino e a necessidade de exteriorização da conduta para aplicação da pena. O texto também ajusta o Código Penal para evitar sobreposição de crimes.

A defesa da proposta aponta que a definição legal de misoginia envolve manifestação de ódio ou aversão às mulheres, com orientação para que o Judiciário considere como discriminatórias ações que gerem constrangimento ou humilhação. Em contrapartida, há críticas de setores da oposição sobre o impacto da legislação.

Reações políticas são marcadas por divergências. Entre bolsonaristas, Flávio Bolsonaro manifestou apoio ao texto, contrariamente ao irmão Eduardo Bolsonaro, que o classifica como agenda ideológica. O deputado Nikolas Ferreira declarou que pretende atuar para derrubar o projeto na Câmara, classificando-o como aberração.

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