- Movimentos Instituto Juristas Negras e Mulheres Negras Decidem promovem encontro fechado com o ministro Guilherme Boulos para discutir diversidade racial na composição dos tribunais superiores.
- O objetivo é discutir possíveis indicações ao Supremo Tribunal Federal, com destaque para a promotora Lívia Sant’Anna Vaz, do Ministério Público da Bahia.
- Vaz foi nomeada em 2020 pela organização internacional Mipad como uma das 100 pessoas de ascendência africana mais influentes no direito e na justiça, sendo a única brasileira no Judiciário a receber a homenagem.
- A promotora atua na Promotoria de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa e tem publicações sobre cotas raciais e inclusão no sistema de Justiça, além de colaboração com mecanismos vinculados ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.
- Monique Damas, diretora-executiva do Instituto Juristas Negras, afirmou que o debate envolve coragem política para romper o ciclo histórico que mantém mulheres negras à margem de espaços centrais de decisão.
Movimentos articulam nome de promotora negra para o STF em encontro com Boulos. O encontro fechado ocorreu nesta terça-feira (12) com o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, para discutir a diversidade racial na composição dos tribunais superiores. O objetivo é debater possíveis indicações ao STF.
Entre os nomes defendidos está Lívia Sant’Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia. Vaz atua na Promotoria de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa.
A agenda também aborda políticas de inclusão no Judiciário e a necessidade de mudanças estruturais para ampliar a representatividade. Organizações envolvidas destacam a importância de coragem política para ampliar a presença de mulheres negras nas decisões centrais da democracia.
Perfil de Lívia Sant’Anna Vaz
A promotora atua no combate ao racismo e à intolerância religiosa na Bahia. Ela é escritora e pesquisadora, com publicações sobre cotas raciais e inclusão no sistema de Justiça.
Vaz tem atuação integrada a mecanismos ligados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Em 2020, foi reconhecida pela organização Mipad como uma das 100 pessoas de ascendência africana mais influentes no Direito e na Justiça.
A trajetória da promotora inclui parcerias com instituições que promovem políticas de equidade no Judiciário. O recorte da discussão sinaliza o papel de advogadas negras em espaços de decisão. Monique Damas, da direção do Instituto Juristas Negras, enfatiza a necessidade de romper padrões históricos para ampliar a presença feminina nos tribunais superiores.
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