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Nunes Marques deve manter tom discreto no TSE nas eleições de 2026

Ministro Kassio Nunes Marques deve adotar tom mais discreto na presidência do TSE em 2026, mantendo as normas já aprovadas e a credibilidade do pleito

Kassio Nunes Marques assume o TSE com expectativa de mudança no estilo de condução da Corte
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  • O ministro Kassio Nunes Marques deve adotar tom mais discreto na Presidência do TSE durante as eleições de 2026, segundo integrantes da Corte e advogados eleitorais.
  • A ideia é uma gestão menos confrontacional em temas como desinformação, propaganda digital, liberdade de expressão e ataques ao sistema eletrônico de votação, sem abandonar as regras já aprovadas.
  • Nunes Marques foi o relator do pacote de 14 resoluções para as eleições de 2026, que tratam de inteligência artificial, prestação de contas, Fundo Eleitoral e fiscalização do sistema de votação.
  • O tribunal realizou audiências públicas entre 3 e 5 de fevereiro de 2026, recebendo 1.431 sugestões de partidos, entidades e especialistas; as resoluções foram aprovadas e publicadas em março.
  • O caso do ex-deputado Fernando Francischini é apontado como referência para a posição do ministro em desinformação eleitoral, sugerindo leitura mais restritiva sobre sanções, com ressalvas sobre a função administrativa da Presidência do TSE.

Kassio Nunes Marques deve manter um tom mais discreto ao assumir a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2026. Integrantes da Corte e advogados eleitorais veem uma gestão menos confrontacional em temas como desinformação, propaganda digital, liberdade de expressão e ataques ao sistema de votação.

A ideia é preservar a credibilidade e a segurança do pleito, sem descartar as regras já aprovadas para 2026. Nunes Marques foi relator do pacote de resoluções que orientam as eleições, incluindo inteligência artificial, fiscalização do sistema e regras de propaganda e financiamento.

A leitura de especialistas não indica ruptura, mas mudança de estilo na condução do TSE. Advogados e membros da Abradep destacam que o presidente precisa ser cauteloso na repressão a manifestações políticas, mantendo a estrutura institucional e a transparência do processo eleitoral.

Contexto regulatório para 2026

Nunes Marques conduziu a elaboração das minutas das resoluções para as eleições de 2026. Audiências públicas realizadas entre 3 e 5 de fevereiro de 2026 ouviram sugestões de partidos e entidades, com 1.431 contribuições recebidas, número recorde.

Ao todo, o TSE aprovou 14 resoluções, apresentadas entre 26 de fevereiro e 2 de março e publicadas em 4 de março. Os temas incluem uso de IA na propaganda, fiscalização do voto, distribuição de recursos e acessibilidade para candidaturas indígenas.

Caso Francischini como referência

Entre os episódios citados para entender a postura de Nunes Marques está o caso do ex-deputado Fernando Francischini. Em 2018, o TSE cassou o mandato por fake news sobre urnas. Em 2022, o ministro suspendeu a decisão, restabelecendo o mandato, em tutela provisória, o que foi revertido pela maioria do STF.

Para Priscilla Sodré, advogada da Abradep, esse caso ajuda a entender uma tendência de Nunes Marques em temas de desinformação, com leitura mais restritiva sobre sanções quando há defesa de liberdade de expressão e imunidade parlamentar. Ela ressalta, porém, que o papel no STF difere do comando do TSE.

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